Mostra sobre Vilanova Artigas está entre as mais visitadas do mundo

Guilherme Grandi


A exposição ‘Nos pormenores um universo – Centenário de Vilanova Artigas’, que ficou em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON) entre 27 de agosto de 2015 e 19 de junho de 2016, está entre as dez exposições de Arquitetura e Design mais visitadas do mundo em 2016 de acordo com o ranking da publicação inglesa The Art Newspaper. Quase 250 mil visitantes estiveram na mostra, em Curitiba.

Com curadoria da arquiteta Giceli Portela e da historiadora e crítica de arte Maria José Justino, a exposição comemorou o centenário do arquiteto paranaense João Batista Vilanova Artigas. Trouxe projetos originais, desenhos artísticos do arquiteto e maquetes (de vários formatos e escalas), além de obras de artistas do modernismo aos concretos, principalmente aqueles que influenciaram a obra de Artigas, fotografias e documentos do acervo da família.

A mostra esteve entre as três exposições indicadas para o Prêmio Paulo Mendes de Almeida de 2015, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).

Na categoria de Arquitetura e Design, mais um museu brasileiro está no Top 10: a mostra “Cartazes soviéticos na grande guerra patriótica de 1941 – 1945”, que esteve no Museu Nacional da República, em Brasília, de 5 de novembro de 2015 a 3 de janeiro de 2016, e recebeu quase mil visitantes por dia.

O primeiro lugar da categoria é ocupado pelo “Serpentine Pavilion 2016”, em Londres, exposição anual cujo pavilhão é sempre projetado por um arquiteto ou escritório de arquitetura de renome internacional. Na edição de 2016 recebeu mais de 2,5 mil visitantes diários.

João Batista Vilanova Artigas nasceu em Curitiba, em junho de 1915, mas se mudou para São Paulo para estudar arquitetura na Escola Politécnica da USP. Foi fundador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em 1948, na qual liderou mais tarde, em 1962, um movimento para a reforma do ensino que influenciou outras faculdades de arquitetura no Brasil. Foi bolsista da John Simon Guggenheim Foundation em 1947.

Militante dos movimentos populares no Brasil, foi perseguido pela ditadura militar e expulso da universidade em 1969, juntamente com outros professores brasileiros. Sua obra foi duas vezes premiada internacionalmente pela União Internacional de Arquitetos (UIA) – Prêmio Jean Tschumi – 1972 e Prêmio Auguste Perret – 1985, este póstumo.

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