Motorista da Uber que matou cabeleireira tinha antecedentes criminais, diz polícia

Andreza Rossini


Da BandNews Curitiba

A Uber, empresa que trabalha por meio de um aplicativo de carona remunerada, ainda não se pronunciou sobre o caso do motorista preso na terça-feira (4). Romeo Francisco dos Santos Junior, de 32 anos, é o assassino confesso da cabeleireira Sibele Aparecida Staroi, de 34.

De acordo com a Polícia Civil, ele já possuía antecedentes criminais, o que, teoricamente, o impediria de prestar serviços para o aplicativo. O crime aconteceu no dia 15 de junho, quando a vítima foi encontrada morta e queimada, em uma área rural de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

O delegado do município, Michel Carvalho, diz que Sibele foi morta porque riu de Romeo durante uma relação sexual.

“Uma relação cercada de muito uso de cocaína, em que eles tiveram um desencontro. A Sibele queria ter a relação sexual e ele não conseguiu ter essa relação”, afirmou.

Imagens obtidas pela Polícia Civil mostram que, depois de ser levada até a porta de casa, por um amigo, Sibele preferiu não entrar na residência. A pé e possivelmente embriagada, entrou no carro de Romeo que, até então, ela não conhecia.

Foi em um drive-in no Boqueirão, onde ela foi esganada. Depois disso, o assassino, que alega ter usado cocaína durante a noite toda, procurou um local para esconder o corpo da cabeleireira.

“Ele passa e volta pelas câmeras e acredita que aquele é o melhor local. Ele desce, arrasta o corpo dela e ateia fogo”, explica.

Apresentado à imprensa, o criminoso se disse arrependido e pediu perdão à família da vítima. Alegou ainda que, se fosse com algum familiar dele, ele conseguiria perdoar. “Se eu pudesse eu pediria perdão para a mãe dela de joelhos e para todos que convivem com ela”, disse.

Sibele era moradora do bairro Barreirinha e tinha duas filhas, de oito e 14 anos. O homem já possuía passagens por adulteração de sinal identificador de veículo, receptação e uso de entorpecentes. Ele responderá por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A reportagem ainda aguarda um posicionamento da empresa Uber.

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