Motorista fica ferido durante arrastão em ônibus em Curitiba

Andreza Rossini


Repórter Tabata Viapiana da CBN Curitiba

Mais um caso de violência no transporte coletivo foi registrado neste final de semana em Curitiba. Um motorista, de 39 anos, levou uma facada perto da nuca durante um arrastão em um ônibus da linha Curitiba/Piraquara. Os dois assaltantes fugiram levando pertences dos passageiros.

O caso aconteceu por volta das 22h30 do sábado, na rodovia João Leopoldo Jacomel, no limite entre Pinhais e Piraquara. Segundo o motorista, da linha Curitiba/Piraquara, dois homens bem-vestidos entraram no ônibus e deram voz de assalto. Eles estavam armados – um deles com um revólver e outro com uma faca, e pegaram vários pertences dos passageiros, como bolsas, celulares, além do dinheiro que estava com o cobrador.

Em seguida, os assaltantes pediram para parar o ônibus, e antes de descer, um deles atacou o motorista. Ele foi atingido com uma faca na parte detrás da cabeça, perto da nuca, mas passa bem. A vítima é Pedro Cícero Likes, de 39 anos, motorista de ônibus há 15 anos. Ele conta como aconteceu o arrastão.

“Um encostou o revólver na minha cabeça e o outro com um punhal imobilizou o cobrador e acabaram fazendo o assalto ali. O pessoal que estava ali na frente se apavorou e na hora de descer ele me agrediu gratuitamente sem eu falar uma palavra. Veio com o punhal para cima e graças a Deus eu consegui tirar a cabeça rápido e só pegou a pontinha do punhal”, afirmou.

Os assaltantes conseguiram fugir com os objetos dos passageiros. O ferimento na cabeça do motorista não foi grave, mas o trauma sim. Em 15 anos de profissão, Pedro Cícero já perdeu as contas de quantos assaltos presenciou no transporte coletivo. Ele acredita que foram mais de 50. Normalmente, Pedro trabalha à tarde e apenas nos finais de semana entra na escala noturna. Agora, não quer mais saber de trabalhar à noite ou de madrugada.

“Não tem nem cabeça para trabalhar a noite mais, se eu puder vou trocar meu horário para tentar melhorar um pouco a situação”, disse.

Esse foi mais um caso grave de violência no transporte coletivo. No dia 23 de julho, um motorista da linha Curitiba/Jardim Paulista foi assassinado durante um arrastão. Dias depois, um cobrador, que trabalhava numa estação-tubo no Cabral, foi baleado. Os casos cada vez mais comuns levaram o Sindimoc, o sindicato da categoria, a cobrar a instalação de câmeras de segurança em todos os ônibus e estações-tubo da Grande Curitiba.

Na semana passada, a Comec, responsável pelas linhas metropolitanas, e a Urbs, que cuida dos ônibus da capital, criaram um comitê de segurança no transporte coletivo – um fórum permanente de discussão, estudo, planejamento e concentração de informações da demanda e dos problemas de segurança no transporte coletivo.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="446484" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]