MP-PR vai recorrer de sentença que inocentou médica Virgínia

Narley Resende


Metro Jornal Curitiba

O MP-PR (Ministério Público do Paraná) deve apresentar nesta semana um recurso contra a decisão da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, que no fim da semana passada absolveu a médica Virgínia Helena Soares de Souza e outros sete réus acusados de antecipar a morte de pacientes na UTI do Hospital Evangélico.

Segundo o MP, os depoimentos de testemunhas de defesa que trabalhavam com a médica Virgínia foram privilegiados em detrimento de laudos médicos periciais do Instituto Médico-Legal do Paraná.

A perícia apontou que na literatura médica intensiva não há indicação da aplicação, nas dosagens e forma ministradas, dos medicamentos que foram prescritos aos pacientes mortos.

Os promotores também questionaram o não confrontamento das provas periciais com as conversas telefônicas dos réus, gravadas por meio de interceptações autorizadas pela Justiça.

Na decisão, o juiz Daniel Surdi de Avelar disse a acusação não conseguiu comprovar que a conduta médica adotada por Virgínia e pelos outros acusados contribuiu para acelerar as mortes dos pacientes.

“Morrer alguém não é crime. Matar alguém é crime. Não ficou comprovado nenhum ato humano”, declarou o advogado Elias Mattar Assad, que defende a ex-chefe da UTI do Evangélico.

Em 2013, quando o caso veio à tona, Virgínia chegou a ser presa preventivamente com seus subordinados. A médica já ganhou na Justiça do Trabalho uma indenização de R$ 4 milhões do hospital e ainda vai processar o Estado.

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