MP apresenta nova denúncia contra guarda municipal que matou três

Fernando Garcel


O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou uma nova denúncia contra o guarda municipal Ricardo Leandro Felippe. Ele é acusado de matar três pessoas em Londrina, no norte do Paraná, no início de abril. A nova denúncia apresenta a prática de cinco novos crimes praticados pelo agente.

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Ricardo Felippe foi preso dia 4 de abril em Maracaí, no interior de São Paulo, após matar o filho de uma ex-namorada e a sócia da atual companheira. O pai da ex-namorada foi baleado no mesmo dia e faleceu no hospital após ficar sete dias internado. A mãe e o avô da ex-companheira também foram baleados, mas sobreviveram.

Desta vez, a denúncia do MPPR aborda crimes cometidos contra a ex-namorada do guarda municipal. Ele teria agredido e ameaçado a ex-companheira durante o relacionamento e após o término. Ele também deixou de cumprir uma medida protetiva que o mantinha longe da mulher.

“Deixa claro o perfil violento e obsessivo, não aceitando que uma mulher termine o relacionamento com ele”, destaca a promotora Susana de Lacerda.

A primeira denúncia, apresentada pelos promotores no início da semana, abordava outros 12 crimes cometidos pelo guarda. A Justiça ainda vai decidir se ele irá, ou não, a júri popular. Se condenado, ele poderá pegar até 158 anos de prisão.

Guarda acusado de matar duas pessoas sofre de ‘distúrbios psicológicos’, diz defesa

O caso

De acordo com a Polícia Civil, entre a tarde e noite de segunda-feira (3), em perseguição a duas ex-companheiras, o guarda, que já era processado por casos de violência doméstica, matou duas pessoas e feriu outras três. Segundo a polícia, o homem invadiu uma empresa em busca da ex-mulher, Josiane Amorim, mas acabou matando com três tiros a sócia dela, Ana Regina do Nascimento Ferreira.

Em entrevista a TV Tarobá, um amigo da vítima que não quis se identificar, afirmou que o alvo de Ricardo Felipe era realmente a sócia da ex-companheira. “No celular da Ana tinha muitas provas que pudessem incriminar o Ricardo. São fotos na qual a Josiane aparece com as pernas cortadas, ambas as pernas ‘passada a faca’, além de hematomas principalmente nas costas e um corte no crânio [sic]”, disse.

Na sequência, ele roubou o carro de Ana Regina, um Ônix de cor branca, e foi até a casa de uma outra ex-companheira, Rachel Espinosa, na zona oeste da cidade, e atirou em quatro pessoas – avô, pai, mãe e filho da mulher. O filho, Vitor, de 17 anos, morreu no local. O pai da mulher foi levado em estado gravíssimo ao hospital e faleceu sete dias depois. O arrombamento foi registrado por câmeras de segurança. Veja:

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Prisão de Ricardo Felippe

O GM foi preso dia 4 de abril em Maracaí, no interior de São Paulo, após matar o filho de uma ex-namorada e a sócia da atual companheira. O pai da ex-namorada foi baleado no mesmo dia e faleceu no hospital após ficar sete dias internado. A mãe e o avô da ex-companheira também foram baleados, mas sobreviveram.

O advogado Luca Carrer, responsável pela defesa do guarda municipal, afirmou que “sabia que o agente sofria de alguns distúrbios psicológicos” e que “tinha um quadro depressivo”, mas argumentou que ele tinha ótimo histórico na Guarda Municipal. “Sempre foi um ótimo profissional”, declarou Carrer. “Ele está bem arrependido e vai prestar os esclarecimentos no momento certo”, comentou o advogado.

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