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Mulher de PM diz que recebeu ameaças do marido e detalha assassinato

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (18) o delegado Fábio Amaro, responsável pela investigação..

Andreza Rossini - 18 de agosto de 2016, 12:42

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (18) o delegado Fábio Amaro, responsável pela investigação sobre a morte do policial Rodrigo Federizzi, afirmou que suspeitava da esposa do militar, Ellen Federizzi, desde o início das investigações, devido as contradições nos depoimentos. Amaro disse que a esposa confessou e contou como cometeu o crime com "riqueza de detalhes".

O policial foi encontrado morto em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O corpo estava sem as pernas. A mulher relatou aos policiais que se irritou com o marido, momentos antes do crime, após ele dizer que a levaria a um psiquiatra e iria embora com o filho do casal, de nove anos. O delegado levantou a possibilidade de o crime ser motivado por dinheiro. Segundo a polícia cerca de R$ 50 mil que estavam na conta de Rodrigo no banco desapareceram.

Em vídeo divulgado pela polícia, Ellen conta como cometeu o crime enquanto o policial dormia. "Dei um tiro, cobri e deixei ele na cama. Sagrou bastante. Daí não sabia o que fazer", contou.  Em seguida ela o esquartejou, separou as pernas do restante do corpo usando uma faca e uma serra e colocou as partes do corpo em uma mala.

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A Polícia acredita que ela seja a única responsável pelo crime, de autoria imediata, mas não descarta que ela possa ter recebido ajuda de uma segunda pessoa.

Ellen deve responder por homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver.

O caso

A esposa do policial foi presa na noite do dia 10 de agosto, suspeita de assassinar o marido. Ele estava desaparecido, de acordo com os relatos da mulher, desde o dia 28 de julho. De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), foram encontrados indícios de sangue no carro da mulher e na casa do casal. Além disso, a mulher só registrou o desaparecimento do marido dois dias após o sumiço, no dia 30 de julho.

O carro e a casa que apresentavam indícios de sangue foram lavados, de acordo com a perícia. Quando registrou o caso de desaparecimento junto à polícia, a mulher afirmou que ele havia desaparecido após sair levando a arma da corporação e dinheiro. De acordo com o depoimento dela, o policial estaria indo investigar um caso de roubo, no qual ela era a vítima.