Mulher desmaiada após vazamento de gás é salva por guardas em Curitiba

Narley Resende


Uma mulher de 62 anos, diabética e portadora de deficiência física, foi salva por guardas municipais no fim da tarde desta quinta-feira (15) após desmaiar em casa por causa de um vazamento de gás. Ela foi encontrada caída ao lado do fogão com sangramento na boca, devido ao tempo em que ficou exposta inalando o gás, que vinha do fogão.

Funcionários da Unidade de Saúde Santa Rita, do bairro Tatuquara, em Curitiba, solicitaram apoio da Guarda Municipal, depois de terem sentido o cheiro do vazamento de gás em uma residência na Rua Jeremias Eugenio Fernandes, esquina com a Rua Pedro Prosdócimo, na Vila Rural.

De acordo com as enfermeiras e vizinhos, havia suspeita de que a moradora estava no interior da casa, mas ninguém quis entrar por medo de explosão. Os guardas do Grupo de Operações com Motos (GTM), com apoio de uma assistente social e um vizinho da residência, tiveram que arrombar a porta para salvar a vida da mulher, que estava desmaiada.

Após o resgate, ela foi avaliada inicialmente pelas enfermeiras no local. O SAMU foi acionado e compareceu rapidamente para dar sequência ao atendimento. Os guardas conseguiram conter o vazamento. A mulher está internada com quadro de saúde estável.

Outras vítimas

O vazamento de gás pode ter sido a causa da morte de um idoso de 63 anos, em Curitiba. O homem foi encontrado desacordado no início da noite de domingo (12). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o socorro foi chamado por causa do vazamento. Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram o homem caído no escritório onde trabalhava. O aquecedor estava ligado e o local sem ventilação.

O idoso chegou a ser socorrido com vida pelo Siate, mas não resistiu. De acordo com o tenente Moletta, do Corpo de Bombeiros, o envenenamento por gás faz cerca de oito vítimas fatais por ano em Curitiba e região. “O monóxido de carbono não tem cheiro e nem cor. A pessoa não sente nada. Ela sente uma sonolência, um pouco de dor de cabeça e então desmaia, e então pode acontecer o óbito”, explica.

Frio exige atenção redobrada com equipamentos a gás

O frio exige cuidado redobrado de quem tem aparelhos a gás em casa – ambientes mal ventilados podem favorecer o surgimento do monóxido de carbono, um gás tóxico e que pode ser letal e é resultado da queima incompleta do combustível. Por não ter cor e nem cheiro, esse gás é de difícil percepção.

“É nosso dever alertar nossos consumidores e a sociedade em geral, sobre a importância de manter os equipamentos a gás em bom estado de conservação e instalação, além de lembrar sobre necessidade de ventilação adequada em locais onde há aparelhos a gás”, ressalta o Gerente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Reinaldo Glir.

A melhor maneira de evitar acidentes com o monóxido de carbono é manter a manutenção dos aquecedores em dia. Entre os itens que precisam ser verificados, estão as instalações dos dutos da chaminé, que podem sofrer desgaste com o acúmulo de vapor de água, a pressão, os bicos de entrada do gás e da água e os queimadores.

As principais causas de acidentes, de acordo com o Corpo de Bombeiros, são a falta de ventilação e a má instalação dos aparelhos a gás (principalmente aquecedores de água), como deficiência da chaminé e local inapropriado. O mais indicado é que aquecedores a gás sejam instalados na área de serviço, porque costuma ser o ambiente mais arejado da casa.

Para uma segurança ainda maior é importante que, na execução dos projetos de engenharia, sejam contemplados o detalhamento da ventilação adequada das áreas que contarão com estes aparelhos e a correta instalação das chaminés, de acordo com medidas e ângulos padronizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A norma da ABNT que descreve as medidas necessárias para a adequação de ambientes residenciais para a instalação de aparelhos que utilizam gás combustível é a NR 13103. “Nos projetos de conversão dos edifícios para o uso do gás natural, a Compagas respeita esse aspecto e orienta todas as adequações necessárias de forma a garantir a segurança das famílias e o fornecimento contínuo do combustível”, ressalta Glir.

Dicas de segurança

– Verifique se a chama dos equipamentos é de cor azul; se for de outra cor (amarela, alaranjada ou roxa) estão funcionando de forma defeituosa. Nesse caso, chame um profissional qualificado para que revise o equipamento e a ventilação.

– Certifique-se de que as saídas dos gases ao exterior estão livres de obstruções e instaladas de forma regulamentada.

– Não utilize fornalhas e fornos de cozinha para esquentar o ambiente; é perigoso.

– Esteja atento para a vida útil do equipamento. Caso esteja comprometido, é aconselhável sua substituição.

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