Mulher morta com taco de beisebol é enterrada no PR

Fernando Garcel


O corpo de Juliana Nunes, de 33 anos, foi enterrado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, na manhã desta sexta-feira (28). Ela foi morta pelo então companheiro, Anderson Barbosa, de 39 anos, na madrugada de quinta-feira (27), com golpes de um taco de beisebol e depois asfixiada com uma corda. Ele foi preso enquanto tentava fugir do país e confessou a autoria do crime.

O corpo da vítima foi encontrada no bar em que ela e o então namorado eram sócios ontem. De acordo com a mãe da vítima, o caixão estava lacrado pois o rosto de Juliana foi desfigurado pelo autor do crime. “Eu espero que se faça justiça. Porque ele tirou uma mãe de uma filha de sete anos, uma filha de uma pessoa que nem eu, que tem 68 anos. Ele não nos deu o direito de ver o rosto dela de tanto que ele judiou dela. Desfigurou ela”, declarou em entrevista ao G1.

Segundo Anderson Barbosa, que confessou o crime, o assassinato aconteceu por ciúmes após uma briga. Ele deve ser ouvido em uma audiência de instrução em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, onde foi preso, nesta sexta-feira e depois transferido para Ponta Grossa, local do crime.

O crime

Foto: Reprodução / Polícia Civil
Foto: Reprodução / Polícia Civil

Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. “Ao sabermos do crime, já imaginamos a possibilidade de fuga. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. Quando foi abordado, por volta das 11 horas da manhã, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski. No local do crime, o homem deixou três bilhetes.

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O assassino admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai. Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas pra curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) Tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de basebol. Para me defender dei uma dela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de basebol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.

Veja o vídeo da confissão

Protesto

Uma manifestação, batizada de “O silêncio mata!”, foi marcado para o próximo domingo (30), em Ponta Grossa, pretende protestar contra crimes praticados contra mulheres no município. Três casos chamaram a atenção na cidade durante a última semana, entre eles o assassinato de Juliana.

“Em menos de uma semana Ponta Grossa protagonizou crimes bárbaros contra nós mulheres: Tentativa de estupro coletivo ás 17h do dia 25; Estupro coletivo de uma moradora de rua na madrugada do dia 26; Feminicídio na madrugada do dia 27. Crimes esses que de alguma maneira foram divulgados, mas sabemos que muitos outrora passam no silêncio”, diz o evento no Facebook.

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