Mulher simula sequestro, engana namorado e vai presa no PR

Fernando Garcel


Com Karina Bernardi

Os policiais do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) descobriram que uma mulher simulou o próprio sequestro para extorquir um namorado. Ela foi presa em Londrina, no Norte do Paraná, nesta quarta-feira (07). O homem de 38 anos que mora em Curitiba conheceu a mulher em uma rede social.

De acordo com a policia, a mulher utilizava o nome falso de Ana Clara na internet e fotos de outra pessoa no perfil. As investigações apontaram que ela chegou a pagar outra pessoa para vir à capital, se passando por ela, após o namorado pagar as despesas para que ela viesse à capital. Depois disso, continuaram a conversar pelas redes sociais e, em determinado momento, Ana Clara pediu ajuda, dizendo ter sido sequestrada e solicitando que ele fizesse depósitos em dinheiro, em conta que teria sido fornecida pelos sequestradores. Por dias, a vítima efetuou depósitos, totalizando R$ 12 mil.

Como a mulher sequestrada não era libertada, o homem acionou o TIGRE – unidade da Polícia Civil especializada em Antissequestro. Em menos de 24 horas, os policiais apuraram que o perfil de Ana Clara nas redes sociais era falso, bem como o nome fornecido. Ana Clara na verdade era Cláudia Picoloto Ferreira.

Foto: Reprodução / TIGRE
Foto: Reprodução / TIGRE

“As nossas investigações nos levaram até Londrina, com base nos dados que ele nos havia passado, e por conta do trabalho investigativo nós conseguimos chegar até ela. Ela foi presa em casa, na casa havia uma serie de documentos falsos, telefones celulares que eram utilizados para falar com as vítimas, munições do calíbre 9mm”, conta o delegado do Tigre, Luis Fernando Artigas.

Segundo o delegado, além dos aparelhos e das munições, os policiais também encontraram uma série de documentações que estão sendo analisadas pois há indícios que outras pessoas também tenham sido vítimas do mesmo golpe.

De acordo com Artigas, é necessário que as pessoas tomem mais cuidado com relacionamentos virtuais. “É importante que as pessaos não troquem informações pessoais pela com pessoas que ela não conhece. Nesse caso especifico, a vítima nos procurou havia dado uma série de informações para uma pessoa com um perfil falso na internet e essa pessoa se aproveitou da inocência da boa vontade da vítima para coletar informações e que permitisse essa solicitação de dinheiro”, conta o delegado.

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