Não haverá negociações, avisa Bolsonaro

Pedro Ribeiro


 

O capitão Jair Bolsonaro peca por um lado, quando se mete a responder a ataques de opositores ao seu governo e aos seus filhos nas redes sociais, baixando o nível que não combina com um presidente da República presidente e surpreende por outro, quando afirma que não cederá às pressões do Congresso Nacional para aprovar as reformas, em especial a da Previdência.

Bolsonaro, que já esteve do outro lado do balcão como deputado federal por quase 30 anos e, quem sabe, até participou desse jogo sujo que impera no Congresso Nacional, sabe com quais canalhas está lidando, entre eles, as velhas raposas que dominam o legislativo brasileiro com negociatas que mais parece um balcão de negócios. Não sabemos como ele lidará com esta situação, uma vez que o ministro da Fazenda, Pauylo Guedes já sinalizou com “plano B” para aprovar a reforma.

Uma coisa é certa: Bolsonbaro não vai negociar. Não pode negociar. Nesta terça-feira ele disse esperar que os parlamentares não façam alterações profundas na proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso Nacional no mês passado. “Se não fizermos uma reforma da Previdência mais próxima dessa que enviamos, o Brasil pode correr um sério risco no tocante a sua economia”, reafirmou o presidente.

O presidente e toda sua equipe econômica sabem que o país contabiliza uma

dívida na área da previdência de R$ 300 bilhões registrada em 2018, resultado de um déficit que vem  crescendo há 20 anos. Portanto, tem consciência e preocupação de que se não fizer a reforma e se o governo continuar a financiar o déficit com dívida pública, os setores produtivos nacional e internacional não investirão no país, havendo um desequilíbrio estrutural em sua conta pública. E se não houver investimentos, o país não cresce, não gera emprego e não aumento o consumo.

Bolsonaro voltou a dizer que não haverá nomeações para cargos de confiança ou liberação de emendas parlamentares em troca de votos pela reforma previdenciária. “Nós vamos liberar as emendas impositivas, porque não temos que fugir delas. As negociações no nível que existia no passado não existirão no meu governo”, afirmou.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal