No paredão, todos os dedos apontam para Lula

Redação


O ex-presidente Lula está com a vida bastante complicada perante a justiça. Na peça do procurador Ivan Marx, lastreada na do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta que:

1) Lula reuniu-se seis vezes com Delcídio do Amaral, no Instituto Lula, para tratar sobre como calar a boca do ex-diretor da Petrobras. Como registra O Globo, na primeira reunião, em 8 de abril do ano passado, Lula “exortou a adoção de medidas para a compra do silêncio de Nestor Cerveró, de forma que este não celebrasse acordo de colaboração premiada para o Ministério Público Federal ou, ao menos, que ocultasse fatos que pudessem relacionar as pessoas de Lula e José Carlos Bumlai às condutas criminosas praticadas no âmbito da citada organização criminosa, de que tinha ciência”.

2) Nas duas últimas reuniões, Lula e Delcídio trataram sobre o acompanhamento das “negociações e pagamentos” e da intercessão de Delcídio “junto à família Bumlai para operacionalizar mecanismos de obstrução da Operação Lava-Jato”.

3) Lula e José Carlos Bumlai trocaram oito telefonemas entre 8 e 22 de maio de 2015, data do primeiro pagamento a Cerveró, 50 mil reais. No total, o ex-diretor da Petrobras receberia 250 mil reais.

 

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