Número de presos por homicídios dobra em Curitiba, diz polícia

Andreza Rossini


O número de pessoas detidas pelo crime de homicídio mais do que dobrou neste ano, se comparado ao ano passado, de acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

O centésimo suspeito, preso neste ano, foi detido na tarde de terça-feira (24). Durante todo o ano de 2016, menos de 50 pessoas foram presas.

O homem, de 19 anos, é acusado de matar um casal de irmãos em 29 julho deste ano, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba.

“A irmã e o irmão estavam em uma festa. Houve uma briga de trânsito envolvendo o autor do crime e uma outra pessoa, uma das vítimas tentou interferir nessa briga para acalmar as pessoas, o autor ficou bravo com a interferência, saiu do local, voltou e o matou em frente ao local da festa”, afirmou a delegada Aline Manzato. “A irmã foi atingida quando tentou socorrer o irmão que estava baleado”, complementou.

De acordo com a Polícia, testemunhas afirmaram que não houve agressão por parte das vítimas contra o suspeito.

Em cumprimento de mandado de busca e apreensão, na casa do acusado foram encontradas munições de vários calibres, inclusive compatível com a do assassinato das vítimas e um carregador de pistola. Os policiais também encontraram drogas – maconha, ecstasy e cocaína, balança de precisão e dinheiro trocado. “Isso caracteriza tráfico de drogas e também vai responder por esse crime. Ele também vai ser indiciado por homicídio qualificado”.

Segundo a polícia, ele nega a autoria do crime.

Homicídios 

“Diversos fatores influenciaram para que nós estivéssemos com esse número de presos e, um deles, é a maior união da rede de segurança pública – dos delegados, com a Polícia Militar, Guarda Municipal, Ministério Público e o Judiciário. Outro fator importante é a reativação do nosso 0800 para denúncias”, afirmou o delegado da DHPP, Fábio Amaro.

O Paraná registrou nos primeiros seis meses de 2017 o menor número de homicídio dos últimos dez anos para o período, com 1.041 casos. Os dados são da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Secretaria da Segurança Pública, que iniciou o levantamento em 2007.

Desde o início do trabalho estatístico, o menor número registrado era o de 2015, com 1.222 casos. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram 1.268 mortes, a queda foi de 17,9%, o que representa 227 assassinatos a menos.

 

 

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