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Operação encontra apenas R$ 200 mil de R$7,3 milhões desviados da UFPR

Da BandNews CuritibaA Justiça Federal do Paraná determinou, nesta quinta-feira (16) o bloqueio das contas bancárias de 2..

Andreza Rossini - 16 de fevereiro de 2017, 17:55

Da BandNews Curitiba

A Justiça Federal do Paraná determinou, nesta quinta-feira (16) o bloqueio das contas bancárias de 29 pessoas investigadas na operação Research, que apura o desvio de recursos públicos destinados à Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O valor do bloqueio é de até R$ 7.300 milhões. De acordo com despacho do juiz Marcos Josegrei da Silva, responsável pelo caso, os valores fixados têm como parâmetro o dano causado aos cofres públicos pelos desvios de verbas relacionados às práticas criminosas. A Operação Research investiga repasses fraudulentos feitos a pelo menos 27 pessoas sem qualquer vínculo com a instituição.

Ao todo, foram expedidos 29 mandados de prisão temporária e 28 pessoas permanecem presas, isso porque um homem, de 72 anos, foi solto depois de ser interrogado. A Polícia Federal (PF) informou que ele apresenta dificuldade de dicção e de locomoção, devido a um acidente vascular cerebral. Duas servidoras da UFPR seriam as responsáveis por encabeçar a fraude e também foram detidas.

Os investigadores constataram que os repasses ilícitos de mais de R$ 7 milhões ocorreram entre os anos de 2013 e 2016. As verbas eram a título de ‘Auxílio a Pesquisadores’; ‘Bolsas de Estudos no País’ e ‘Bolsas de Estudos no Exterior’ a quem não era professor, aluno ou funcionário da instituição. O esquema aconteceu durante a gestão do ex-reitor Zaki Akel Sobrinho, que, na quarta-feira (15), chegou a depor à PF. Ele nega que tinha conhecimento de qualquer ação irregular e disse que determinou o afastamento das servidoras assim que se constataram indícios da fraude.

"Eram servidores de carreira que estavam há muitos anos na função e que no meu entender abusaram da confiança da pró-reitoria e fizeram uma fraude. Trata-se de um crime que agora está sendo investigado. Não posso responder por uma atuação criminosa de pessoas que abusaram do dinheiro público fraudando o sistema. Temos uma operação descentralizada distribuídos nas pró-reitorias, nos setores de ensino, nos nossos hospitais e fazendas", disse.

Entre os beneficiários estão motoristas, donas de casa, uma cobradora, um taxista e até mesmo uma mulher cadastrada no Bolsa Família. Um auxiliar administrativo, por exemplo, chegou a receber cerca de R$ 739 mil em três anos e um motorista recebeu, aproximadamente, R$ 515 mil no mesmo período. Para o delegado da PF, Felipe Hayashi, ainda não está claro se essas pessoas agiam como “laranjas” ou se, de fato, recebiam o dinheiro ou parte dele. Agora, o objetivo é apurar a responsabilidade de gestores e pró-reitores da UFPR, que foram os responsáveis por aprovar os repasses.