Os empresários e a mesma ladainha de sempre

Redação


 

Todo início de governo é a mesma coisa. Os empresários emitem nota oficial em nome de entidades representativas para manifestar apoio ao novo mandatário. Daqui a dois ou três meses estes mesmos empresários, ou as mesmas instituições, estarão criticando aumentos de impostos, falta de incentivo e apoio para a produção, altas taxas de juros. Se alguém tiver a paciência de guardar, aqui vai mais uma: “Em nome das 30 mil empresas que integram o quadro da Associação Comercial do Paraná (ACP), o presidente Antonio Miguel Espolador Neto enviou carta ao presidente Michel Temer com o objetivo de “manifestar apoio incondicional” ao novo governo, ao passo que sugere medidas emblemáticas para a sociedade, entre outras, o corte da taxa de juros, a diminuição do número de ministérios e cargos em comissão.

Na carta, Espolador afirma que “conhecemos seu perfil de jurista e intelectual, de político hábil e conciliador, razão pela qual cremos que Vossa Excelência tem todas as credenciais para conduzir o país neste difícil período de reconstrução”.

O presidente da ACP sublinhou “as dificuldades extremas” a serem enfrentadas pelo governo presidido por Michel Temer, mas observou que os desafios “são propícios para realizar grandes mudanças e definir os novos rumos para a nação”.

É preciso reduzir a excessiva presença do Estado na economia e na vida das pessoas”, escreveu também ao acrescentar que “o infinito apetite por novas receitas, que limitam e oprimem a atividade privada e o vigor da economia, geram subemprego e dependência”, além de ensejar “o surgimento dos ditos movimentos sociais que manipulam e escravizam a sofrida população brasileira, aparelham partidos políticos e seduzem a intelectualidade”.

O texto diz ainda que a ACP é “uma entidade que sempre priorizou a necessidade da transparência e ética na política, austeridade na condução administrativa e combate sem tréguas à corrupção com o dinheiro público”.

Com esse fundamento, o presidente da entidade representativa de parte importante do setor produtivo paranaense encareceu ao chefe do governo a urgência na tomada de decisões, “tais como a eliminação de ministérios, corte do número de cargos em comissão, fim do abuso da utilização do transporte aéreo por ministros e funcionários, além de medidas profiláticas na política econômica como o corte da taxa de juros, que inibem tanto a produção quanto o consumo”.

 

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