Paranaenses detidos no Egito por tráfico de drogas têm a primeira audiência

Redação


Os paranaenses Lucas Stormoski e André Victor Guimarães dos Santos, presos no ano passado por tráfico de drogas no Aeroporto Internacional do Cairo, no Egito, tiveram a primeira audiência marcada nesta segunda-feira (7). Ambos são de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e são defendidos por um advogado contratado pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty.

A situação ganhou visibilidade nacional quando Stormoski, de 20 anos, foi detido com 3,6 quilos de cocaína e deu entrevista a uma emissora de TV local, que recebeu milhares de visualizações nas redes sociais. “Eles entram na cabeça da pessoa. Mas você fica pelo dinheiro e não mede as consequências”, disse o paranaense.

Além de Stormoski e André Victor Guimarães dos Santos, outros três também foram detidos por tráfico, mas ainda não tiveram suas audiências marcadas. O resultado das audiências dos paranaenses devem ser informadas ainda nesta semana pelo advogado contratado pela embaixada brasileira. Porém, o julgamento ainda não tem data marcada.

Lucas e a família moram em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, e o jovem teria sido aliciado por uma quadrilha que tenta escoar a droga produzida no Peru, Bolívia e Colômbia. Quando foi preso, no aeroporto da capital egípcia, o jovem relatou a uma emissora de TV local que receberia US$ 3.700 para levar a droga ao Cairo. Ele embarcou em Foz do Iguaçu, passou pelos controles migratórios de São Paulo, fez uma conexão na Etiópia e foi detido quando desembarcava no Egito.

O Egito, assim como a Indonésia, tem leis severas para o tráfico de entorpecentes e as punições são graves. Se condenados, os brasileiros podem ser sentenciados à prisão perpétua ou pena de morte.

Os brasileiros estão detidos no presídio de Torá, no Cairo, onde ficam os presos políticos do país, em alas separadas dos demais. No caso de Stormoski, a família espera uma audiência em março, que vai começar a definir o futuro do jovem. A preocupação da família é quanto a legislação egípcia que prevê prisão perpétua ou execução em casos de tráfico de drogas.

QUASE TRÊS MIL BRASILEIROS ESTÃO PRESOS NO EXTERIOR

Segundo o último relatório do Itamaraty, os paranaenses presos no Egito estão entre os quase três mil brasileiros que estão presos no exterior. No início do ano passado, eram 2.787 pessoas.

Em 2015, o paranaense Rodrigo Gularte foi fuzilado na Indonésia depois de mais de dez anos preso por ter entrado no país com cocaína. Os dados da Anistia Internacional revelam que foram 607 execuções em 22 países em 2014.

Em abril, o avião do brasileiro Asteclínio Ramos foi abatido pelo Exército no Peru, que suspeitava que o avião tivesse drogas. Não foi encontrado drogas no local da queda da aeronove, mas ele continua preso no país.

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