Paranaenses presos por tráfico no Egito tentam extradição

Redação


Cinco brasileiros presos no Egito, sendo três de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foram presos por tráfico de drogas no ano passado e se preparam para uma batalha judicial no país em 2016.

A situação ganhou visibilidade nacional quando o paranaense Lucas Stormoski, de 20 anos, foi detido com 3,6 quilos de cocaína no Aeroporto do Cairo, capital do país, e deu entrevista a uma emissora de TV local, que recebeu milhares de visualizações nas redes sociais.

https://youtu.be/jbnJpGNK7bM?t=3m58s

Além de Stormoski, foram presos Cezar de Melo, André Victor dos Santos, Ednaldo Bruno Filho e Erika dos Santos Oliveira, todos por tráfico.

De acordo com a família de Lucas, ele tem se comunicado por telefone e espera conseguir voltar para o Brasil. “Estamos pedindo ajuda ao governo para conseguir a extradição. Eles estão sendo bem tratados e bem alimentados, mas a situação é complicada”, conta Christian Stormoski, irmão de Lucas, ao Metro Jornal Curitiba.

Os brasileiros estão detidos no presídio de Torá, no Cairo, onde ficam os presos políticos do país, em alas separadas dos demais. No caso de Stormoski, a família espera uma audiência em março, que vai começar a definir o futuro do jovem. A preocupação da família é quanto a legislação egipcia que prevê prisão perpétua ou execução em casos de tráfico de drogas.

Segundo o Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, a embaixada brasileira no Egito tem visitado os brasileiros regularmente e fornecido itens como artigos de higiene, vestuário, cobertores e alimentação adicional à que recebem do presídio, além de prestar consultoria jurídica.

QUASE TRÊS MIL BRASILEIROS ESTÃO PRESOS NO EXTERIOR

Segundo o último relatório do Itamaraty, os paranaenses presos no Egito estão entre os quase três mil brasileiros que estão presos no exterior. No início do ano passado, eram 2.787 pessoas.

Em 2015, o paranaense Rodrigo Gularte foi fuzilado na Indonésia depois de mais de dez anos preso por ter entrado no país com cocaína. Os dados da Anistia Internacional revelam que foram 607 execuções em 22 países em 2014.

Em abril, o avião do brasileiro Asteclínio Ramos foi abatido pelo Exército no Peru, que suspeitava que o avião tivesse drogas. Não foi encontrado drogas no local da queda da aeronove, mas ele continua preso no país.

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