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PCC é facção criminosa que predomina no Paraná

Lenise Klenk, BandNews FM Curitiba O Primeiro Comando da Capital é a facção criminosa de maior poder nas penitenciárias ..

Narley Resende - 05 de janeiro de 2017, 11:21

Lenise Klenk, BandNews FM Curitiba

O Primeiro Comando da Capital é a facção criminosa de maior poder nas penitenciárias do Paraná. A Segurança Pública aposta nos serviços de inteligência para combater a atuação dos grupos organizados nos presídios.

A disputa entre facções criminosas que teria resultado no massacre em uma penitenciária de Manaus nesta semana também foi identificada em presídios do Paraná.

Em outubro do ano passado, a Secretaria de Estado da Segurança Pública repassou com setores de inteligência de outros estados a informação de que líderes do PCC determinaram um rompimento com o Comando Vermelho e outras facções.

Os grupos costumam manter um trabalho conjunto em algumas atividades, como no carregamento de drogas e tráfico de armas.

A suspeita é de que o rompimento dessa colaboração tenha resultado na morte de 56 pessoas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, entre os dias 1.º e 2 deste mês.

A ordem para que líderes do PCC rompessem com outras facções percorreu presídios de todo o Brasil de várias maneiras.

Uma delas foi por meio das chamadas “pipas”, pequenos papéis escondidos com visitantes e até advogados, e entregues aos presos.

O secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, diz que além de comunicar a informação a serviços de inteligência de outros estados, a administração penitenciária se encarregou de reforçar o monitoramento de alguns detentos.

Segundo o secretário, a informação resultou em transferência de presos para outras unidades. Diante da ordem e prevendo riscos, alguns detentos também pediram transferência.

Paraná tem deficit de 9 mil vagas em presídios

Até 2018, o Paraná deve ter oito mil novas vagas no sistema penitenciário. A promessa é de que reformas em presídios e construção de novas unidades reduzam a superlotação que hoje se concentra nas carceragens de delegacias do estado.

Em todo o Paraná, nove mil presos dividem espaço em cadeias que teriam capacidade para apenas quatro mil pessoas. São cerca de 150 delegacias que mantêm carceragens, mas 52 delas estão interditadas por decisões judiciais.

Nas 33 unidades ligadas ao Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), são aproximadamente 20 mil detentos para um igual número de vagas.