Pets do Paraná: a oncinha Cacau, a volta dos golfinhos ao litoral e o gavião ‘quase’ extinto

Guilherme Grandi


O mundo animal não para de nos surpreender, e cada boa notícia sobre eles é sinônimo de comemoração. Ainda mais quando algumas delas são para descobrir que os golfinhos estão voltando ao nosso litoral, ou ainda que uma ave ameaçada de extinção está sendo vista de novo!

Veja 3 fatos que marcaram para o bem o mundo animal do Paraná nesta quarta (2):

1- “Meu nome é Cacau”

A primeira onça nascida no RBV (Refúgio Biológico Bela Vista), da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, vai se chamar Cacau. A escolha foi feita pelo público, que votou entre os dias 21 e 31 de julho pela internet. O anúncio foi feito na terça pelo refúgio.

De um total de 28.927 votos, 20.322 ou 70,25% foram para Cacau. O segundo nome mais votado foi Gaia (12%) e depois vieram Jade (7%), Amora (6,5%) e Bela (4%). “O concurso atingiu pelo menos dois grandes objetivos: mostrou o que Itaipu faz em favor da fauna nativa e deu ainda mais visibilidade a esse grande atrativo da usina, que é o Refúgio Biológico Bela Vista”, disse o diretor-geral brasileiro da Itaipu e entusiasta da campanha para a escolha do nome da oncinha, Luiz Fernando Leone Vianna.

Com 7 meses de idade, Cacau é um caso raro de nascimento em cativeiro da espécie no mundo e o primeiro caso bem-sucedido de reprodução de onças no RBV. Foram diversas tentativas nos últimos 14 anos, até que Nena, onça-preta de três anos e Valente, onça-pintada de nove anos, geraram dois filhotes no dia 28 de dezembro do ano passado: Cacau e outra fêmea, que morreu três dias depois do nascimento.

Nena chegou ao RBV em agosto do ano passado, após ser doada pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás. Já Valente é morador antigo do local. Assim como a mãe, Cacau é melânica, ou seja, tem a pigmentação negra em função da quantidade de melanina, mas ambas são da mesma espécie que o pai, a Panthera onca.

Os cinco nomes escolhidos para a votação popular foram definidos por uma comissão julgadora a partir de sugestões postadas na campanha feita pela Itaipu nas redes sociais. Todos os cinco autores ganharam passeios aos atrativos turísticos de Foz do Iguaçu. Entre os dias 10 e 15 deste mês, eles devem participar da solenidade de premiação.

Além disso, a ganhadora do concurso, Meiriele Maria Ribeiro Minhuk, de Ribeirão Preto (SP), vai ganhar um Iphone 6 e o status de madrinha da filhote.

Importante centro de pesquisas e desenvolvimento de projetos, o RBV é aberto à visitação de terça-feira a domingo, em seis horários: 8h30, 9h30, 10h30, 13h30, 14h30 e 15h30. O passeio dura aproximadamente duas horas e meia. No local são mais de 380 animais, incluindo Valente, Nena e Cacau. Mãe e filha ocupam o recinto (onde é possível vê-las) nas segundas, quartas, quintas-feiras, sábados e domingos. Na terça-feira e sexta-feira, é a vez de Valente.

O revezamento acontece para garantir a integridade das onças, já que a exemplo do que ocorre na natureza, o pai não desenvolve instintos para cuidar dos filhotes e pode machucá-los.

2- Número de golfinhos aumenta perto dos portos

Boto cinza é a única espécie de golfinho vista na região. [foto: Ivan Bueno/divulgação]
Boto cinza é a única espécie de golfinho vista na região. [foto: Ivan Bueno/divulgação]
O programa de monitoramento de Cetáceos da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina) registrou neste ano uma população fixa de 400 golfinhos nos arredores dos portos. O número representa um crescimento de 50 indivíduos nos últimos três anos na Baía de Paranaguá, desde as proximidades da Ilha da Galheta até o Porto de Antonina.

A equipe de biólogos avistou 500 grupos de botos nos 4,5 mil quilômetros percorridos. Segundo o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, o animal é bioindicador da qualidade da água: “Se estão no local é porque o ambiente está saudável”.

Os golfinhos utilizam a área do porto com frequência para pescar sua comida, encurralando os cardumes contra os cascos dos navios.

3- Ave ameaçada de extinção é fotografada na região de Curitiba

Gavião-de-penacho pode medir até 65 cm de comprimento. [foto: Romulo Silva/SPVS]
Gavião-de-penacho pode medir até 65 cm de comprimento. [foto: Romulo Silva/SPVS]
Um gavião-de-penacho foi visto nos últimos dias voando pelo município de Bocaiúva do Sul, na região metropolitana de Curitiba. O animal corre risco de extinção na Mata Atlântica, principalmente devido à fragmentação das áreas naturais.

“Essa espécie de gavião depende de áreas de florestas nativas bem conservadas para cumprir seu ciclo de vida, ou seja, territórios para alimentação e reprodução”, explicou o técnico da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), Romulo Silva, autor da foto.

Para os especialistas, o fato reforça a necessidade de preservação da Floresta com Araucária, que abriga grande parte das espécies ameaçadas de extinção no Paraná e da qual resta menos de 0,8% de área original.

Uma das grandes aves de rapina do país, o gavião-de-penacho é considerado “criticamente em perigo” nas listas vermelhas de fauna da maioria dos estados cobertos pela Mata Atlântica no país.

(com informações do Metro Jornal)

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