PF prende grupo que reciclava baterias de carro em Foz do Iguaçu

Mariana Ohde


Da BandNews Curitiba

Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo durante a operação Lixo Tóxico, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu, oeste do Paraná, na manhã desta quarta-feira (21).

A ação combate os crimes de poluição ambiental, contrabando, corrupção ativa e associação criminosa na região de fronteira.

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para depor -, além de mandados de intimação, para que investigados prestem esclarecimentos.

A operação desarticulou um grupo de empresas que atuava no comércio de baterias automotivas. As investigações apontam que as baterias usadas eram importadas do Paraguai, passavam por um processo de reciclagem e então eram revendidas – a prática é proibida por lei, devido às toxinas que compõe as baterias.

Muitas delas eram, ainda, armazenadas em local impróprio e de maneira incorreta. Exames periciais comprovaram que foram registrados vazamentos de ácido-sulfúrico e de chumbo (substâncias cancerígenas), que acabaram contaminando o solo, por consequência, contaminando o lençol freático, rios e a água consumida pela população vizinha.

Ainda de acordo com a PF, empresários tentaram subornar agentes da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu para evitar a fiscalização.

Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Foz. As penas previstas variam de 3 a 12 anos de prisão para cada um dos quatro crimes combatidos na ação desta quarta-feira. Mais de 10 mil baterias foram apreendidas.

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