PM não confirma toque de recolher na CIC, mas está em alerta na capital

Fernando Garcel


Com informações da BandNews FM Curitiba

A Polícia Militar não confirmou o suposto toque de recolher que teria sido estabelecido na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) após a morte de Diandro Cláudio Melanski, considerado um dos maiores traficantes de Curitiba. De acordo com a assessoria, a movimentação nesta terça-feira (05) é tranquila na região e as pessoas podem sair normalmente para o trabalho, o estudo ou o lazer.

> Traficantes determinam toque de recolher no CIC

A polícia reforça que está no local para realizar a segurança dos moradores e que não há motivo para pânico. A PM informou também que durante a noite de segunda-feira (04) e a madrugada desta terça-feira houve uma movimentação policial maior devido à divulgação de alguns áudios através do aplicativo WhatsApp que falavam de um suposto toque de recolher. Mesmo não confirmando o toque de recolher, a PM ainda não descarta os boatos porque segue acompanhando a situação

Na tarde de ontem, Diandro Cláudio Melanski foi morto à tiros dentro de um carro na CIC. Considerado um dos maiores traficantes de Curitiba e do estado, a morte do homem movimentou as redes sociais e principalmente o WhatsApp com a informação de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) que “a guerra começou”. Em um dos áudios compartilhados, um homem afirma que “a ordem é tacar fogo em tudo”.

Depois da ameaça de traficantes, o comércio da região baixou as portas e  até algumas escolas como o Colégio Estadual Prof Brasílio Vicente de Castro suspenderam as aulas.

A polícia não confirma a veracidade dessas informações, mas apenas a suspeita disso já mudou a rotina dos moradores. Linhas de ônibus estão com trajetos desviados, por orientação da URBS. Alunos de instituições do bairro foram liberados mais cedo.

Relatos de ouvintes da BandNews FM mostram que a população está com medo de trabalhar e várias pessoas pretendem cancelar compromissos profissionais ou estudantis ao longo do dia de hoje. “A polícia não vai admitir que existe um toque de recolher, porque seria o mesmo que admitir a omissão e a incompetência deles de reprimir isso aí que existe há décadas. Os moradores que ficam reféns, eles não vão arriscar a sair de noite e correr o risco de sofrer alguma coisa”, relata um dos moradores da região.

Diandro Cláudio Melanski

Ele seria o braço direito de Eder Conde, considerado o maior traficante do estado, mas que acabou preso em 2010 e novamente em 2015, logo que ganhou a liberdade.

A segunda prisão ocorreu porque Conde estaria usando policiais como seguranças. Em seguida, Diandro teria assumido a posição de chefia. A substituição no comando do tráfico de drogas teria desagradado o antigo “patrão”. No entanto, até agora não há confirmações oficiais de que essa situação tenha motivado o assassinato.

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