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Policarpo Quaresma, um anti-herói quixotesco e Zé Trovão

Se fosse um bom ou pelo médio gestor público, o presidente Jair Bolsonaro deveria ter consciência do que poderia resulta..

Pedro Ribeiro - 09 de setembro de 2021, 10:15

Se fosse um bom ou pelo médio gestor público, o presidente Jair Bolsonaro deveria ter consciência do que poderia resultar seus ataques e principalmente seu furor no comando de pessoas radicais. Não deveria, por exemplo, deixar estimular os caminhoneiros a trancarem as rodovias, pois era previsto um baque na economia do país. Em video, pelas redes sociais, vem a público pedir para que liberem as estradas justamente para não prejudicar a economia.

Bem, deu no que deu, pois os caminhoneiros ignoraram seus pedidos e mantém o bloqueio. Ninguém sabe os reais motivos, pois tentar acabar com o STF não justifica. Para isso, existem instrumentos dentro do Congresso Nacional capaz de resolver o problema causado por apenas um ministro: Alexandre de Moraes. Há algo mais intenso por trás de tudo isso.

Hoje o Brasil é refém de um tal Zé Trovão.

A inflação está batendo 10%, queda nas bolsas, fuga de investimentos e aumento do desemprego. Bolsonaro não pensou nisso, porque não tem ou não teve visão do próximo passo.

Lembra o romance de Lima Barreto: O triste fim do Major Policarpo Quaresma, um anti-herói quixotesco.

O diferencial é que o personagem do livro era do bem