Polícia Civil alerta para casos de falso sequestro

Francielly Azevedo


Três casos de falso sequestro foram registrados pela Polícia Civil do Paraná (PC), na semana passada, em Curitiba e região. As ocorrências aconteceram em um intervalo de três dias e preocupam as autoridades.

Em ambos os casos os criminosos agiram da mesma forma. Segundo a Polícia, eles ligam aleatoriamente para as vítimas, possivelmente de dentro de um presídio até mesmo em outros estados. Quando o telefone é atendido por uma criança, adolescente ou outra pessoa vulnerável, os golpistas dizem que estão com um com familiar sequestrado e mandam que essa pessoa saia de casa sob pena de ter o familiar morto.

De acordo com os investigadores, o modus operandi é o mesmo. Quando, por exemplo, uma criança atende os criminosos conseguem durante a conversa, de forma pró-ativa, obter informações dessa pessoa supostamente sequestrada. A vítima, atemorizada, passa a obedecer ao golpista, acreditando que realmente alguém de sua família está em perigo.

Os criminosos, então, mandam a criança sair de casa e ir até um local ermo (uma praça, por exemplo) e não converse com mais ninguém, sempre sob a ameaça de que está sendo vigiada.

Desta forma, conseguem “isolar” a criança que passa a seguir as ordens do golpista. Após deixar a vítima incomunicável, fazem contato agora com parentes dela dizendo que ela está sequestrada. Os pais, desesperados, não conseguem contato com a criança, e, por sua vez, também passam a acreditar se tratar mesmo de um sequestro.

“Assim, criando este quadro de terror, passam a exigir dos pais depósitos em contas para ‘liberarem’ a criança, e os pais acabam cedendo, porque somente tardiamente resolvem acionar a Polícia Civil”, explica o delegado do Tigre, Cristiano Quintas.

Dois acontecimentos foram solucionados sem o pagamento de fiança, porém no terceiro caso a família pagou R$ 2 mil para os bandidos. O grupo antissequestro Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial), unidade de elite da PC, foi acionado para investigar a ação dos criminosos.

“Sempre trabalhamos como se fosse um caso real. Essa semana já atuamos em dois casos na região de Curitiba sendo que um deles a família acabou fazendo o depósito antes de procurar a polícia. No outro, pedimos para que não fizessem porque deveria se tratar de um golpe”, conta o delegado-titular do Tigre, Luis Fernando Viana Artigas.

Orientação da Polícia

A Polícia Civil alerta que nestes casos é sempre importante manter a tranquilidade, não efetuar nenhum depósito, procurar a PC e de preferência o grupo Tigre – especializado em antisequestro. Que darão continuidade nas investigações para identificar se de fato é um sequestro verdadeiro.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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