Polícia Civil dá dicas de segurança para o fim de ano

Mariana Ohde


Com a chegada do fim do ano, das viagens e compras de Natal, a Polícia Civil do Paraná preparou dicas de segurança para evitar furtos e roubos, os chamados crimes contra o patrimônio.

No caso das compras natalinas, segundo a polícia, é importante exigir a nota fiscal, termo de garantia e atenção à data de validade dos produtos. O alerta vale também para as compras pela internet. “O consumidor tem que verificar se existe uma loja física, para o caso de reclamação ou solução de problema”, explica o delegado-titular da Delegacia de Crimes Contra Economia e Proteção ao Consumidor, Guilherme Rangel.

O delegado acrescenta que, durante os períodos festivos, a circulação de pessoas aumenta nas proximidades das lojas, o que pode propiciar a ação de ladrões. “Deve-se evitar andar falando ou mexendo no aparelho celular e não abrir bolsas no meio da rua. Isso coíbe as ações criminosas”, diz ele. Para não chamar muita atenção com diversas sacolas, também é recomendado dividir as compras em mais de um dia, quando possível.

Segurança das casas

Com as viagens de fim de ano, muitas pessoas deixam suas casas vazias. Segundo a polícia, nesses casos, pequenos cuidados podem prevenir furtos e roubos. É importante, por exemplo, que os proprietários invistam em bons equipamentos de segurança, como câmeras, trancas e cadeados. Para o delegado-titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, Matheus Laiola, “é bom avisar os vizinhos da sua ausência”. “Em caso de qualquer anormalidade, a pessoa deve comunicar imediatamente a polícia”, orienta.

Segundo o delegado, os donos das casas devem fazer sua parte. “Embora seja um dever do Estado, o cidadão pode fazer em seu dia a dia pequenas medidas de segurança, dentro de sua limitação, contribuindo para uma melhor segurança pública”, acrescenta Laiola.

Golpes no fim de ano

O estelionato é comum no fim do ano, segundo a polícia. “O estelionatário é uma pessoa que age por meios fraudulentos com o intuito de obter vantagens ilícitas, induzindo alguém ao erro”, diz o delegado-titular da Delegacia de Estelionato de Curitiba, Wallace de Oliveira Brito.

“Não há um perfil definido, mas o golpista costuma ficar atento a circunstâncias econômicas e tendências de consumo. Assim, procuram por serviços mais cobiçados do mercado para atrair as vítimas. O estelionatário atua a partir do sonho das pessoas, com a satisfação e necessidade alheia, aproveitando-se disso para aplicar golpes”, explica Brito.

Segundo o delegado, a dica mais eficaz contra essas ações criminosas é desconfiar de ofertas e negócios aparentemente muito vantajosos, principalmente os que não exigem formalidades legais. “Deve-se ser cuidadoso e não repassar dados pessoais e financeiros a qualquer pessoa. “Se a pessoa tiver dúvida ou suspeita de qualquer aquisição de um bem ou serviço é melhor procurar alguém de confiança antes de concluir o negócio”, lembra a autoridade policial. As pessoas lesadas por qualquer tipo de golpe devem se dirigir à unidade policial mais próxima ou na própria Delegacia de Estelionato (DE), para formalização da queixa.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal