Polícia Federal fortalece Operação Lava Jato em Curitiba

Redação


 

Após manifestar, em palestra no Estados Unidos, seu descontentamento com o governo brasileiro e com o Congresso Nacional com falta de apoio para o combate à corrupção no Brasil e contar com “forças inimigas” querendo o desmonte dos trabalhos, o juiz Sérgio Moro, ganha fôlego. A força-tarefa da Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato em Curitiba terá dez novos integrantes a partir do próximo dia 25 e passará a contar com 57 policiais federais.

O grupo da Lava Jato receberá dez novos agentes da PF que trabalharão em regime de dedicação exclusiva pelo menos até o fim do ano, segundo o delegado Mauricio Moscardi, um dos coordenadores da equipe. De acordo com o delegado, o aumento do efetivo foi determinado pela direção da PF no começo desta semana após pedido da coordenação da Lava Jato, que também é composta pelo delegado Igor Romário de Paula e pela delegada Erica Marena, entre outros.  As informações são de Flávio Ferreira na Folha de Londrina.

A medida é tomada em um momento em que setores da PF afirmam que a equipe da Lava Jato está sob risco de desmanche, que teria como ponto de partida o recente desligamento do delegado Eduardo Mauat do grupo.

No início do mês, além de Mauat, deixaram a força-tarefa Luciano Flores, que integrava a Lava Jato desde o princípio e conduziu o interrogatório do ex-presidente Lula (PT) em março, e Duílio Mocelin Cardoso.  Flores foi afastado a pedido, para atuar na Olimpíada. Ele deverá voltar ao grupo após o encerramento do evento. Mauat e Cardoso voltam às suas bases no Rio Grande do Sul e em Rondônia, respectivamente.

Na época, a PF negou “desmanche” e disse que a troca era para “oxigenar o grupo” e dar “um novo fôlego” à investigação. Com a saída dos três, passaram a integrar a equipe os delegados Rodrigo Sanfurgo, que chefiou a delegacia de combate a crimes financeiros em São Paulo, Roberto Biasoli, que trabalhou no departamento de cooperação internacional do Ministério da Justiça, e Luciano Menin.

Nesta sexta (15), Moscardi afirmou que as ações da direção da PF mostram que hoje o risco de desmanche não existe. O aumento da equipe de policiais dedicados exclusivamente à operação Lava Jato vem no sentido de buscar uma maior celeridade na análise do material obtido nas fases já executadas, e de aumentar a possibilidade de avançarmos ainda mais em fatos ainda não explorados. Portanto, é mais um investimento no futuro da própria operação”, disse.

Site da Lava Jato tem 2,1 milhões de acessos

Criado há pouco mais de um ano, o site www.lavajato.mpf.mp.br já ultrapassou os 2,1 milhões de acessos. Nele é possível entender o caso e conhecer o histórico da operação tanto na primeira instância, em Curitiba, quanto nas instâncias superiores (STF e STJ). “Diante da dimensão, gravidade e complexidade dos fatos descobertos e comprovados na Lava Jato, era necessário usar todos os mecanismos disponíveis para oferecer para a sociedade um mundo de informações de modo seguro, oficial e didático”, disse o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. Com informações do Metro/Curitiba.

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