Polícia investiga venda de medicamentos roubados em farmácias de Curitiba

Mariana Ohde


A Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC) realizou uma fiscalização em farmácias de Curitiba com o objetivo de levantar informações sobre roubos de cargas de remédios. Até às 11h desta quarta-feira (4), dos 13 alvos da polícia, cinco foram fiscalizados, sendo que, em uma das farmácias foram apreendidos medicamentos oriundos de uma carga de remédio roubada. O dono e o gerente da farmácia, que fica no bairro Alto Boqueirão, foram detidos suspeitos de receptação. Outras duas pessoas também foram encaminhadas a delegacia, através de mandados de condução coercitiva, para prestar esclarecimentos.

De acordo com as investigações policiais, há uma quadrilha que tem como alvo principal uma distribuidora de medicamentos do estado de Santa Catarina (SC). Também existe a suspeita de que funcionários de algumas farmácias repassem informações de carregamentos valiosos, para que sejam roubados. O monitoramento da ação dos suspeitos está sendo feito pela delegacia especializada há um mês. “Essa distribuidora atende várias farmácias da capital paranaense, resultando em uma grande quantidade de produtos vendidos – o que chamava atenção dos criminosos. Com isso, eles revendiam os remédios mais baratos para os receptadores”, afirma o delegado-titular da DFRC, Rafael Vianna, lembrando que qualquer remédio que esteja na prateleira à venda sem nota fiscal pode ser fruto de roubo ou desvio de carga e serão apreendidos.

As investigações constataram ainda que o esquema criminoso efetuou mais de sete roubos e causou um prejuízo estimado em R$ 5 milhões, somente neste ano. O alvo da operação de fiscalização são os bairros Alto Boqueirão, Fazendinha, Sitio Cercado e Umbará. Além de fiscalizar os estabelecimentos comerciais, a polícia também faz o cadastro de funcionários e proprietários de várias farmácias para auxiliar nas investigações com o objetivo de desarticular o esquema criminoso. Também foram oferecidas orientações aos funcionários de farmácias não fiscalizadas.

Se comprovado o crime, os detidos serão autuados por receptação e associação criminosa.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal