Polícia prende 13 pessoas de facção criminosa na região de Maringá

Francielly Azevedo


Da AEN

Treze integrantes de uma facção criminosa que atuava em Maringá e região foram presos, nesta quarta-feira (24), durante a Operação Bandeira 2. Cem policiais foram destacados para a ação contra os criminosos envolvidos em furto e roubo de veículos, porte e posse ilegal de arma e com o tráfico de drogas. Sete pessoas consideradas foragidas são procuradas pela polícia.

No cumprimento dos 21 mandados de busca e apreensão foram recolhidas facas, balança de precisão, invólucros para armazenagem de drogas e celulares que serão periciados para identificar outros envolvidos e ações da quadrilha. Cinco dos dez mandados de sequestro de bens também foram cumpridos. A ação contou com o apoio do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil.

A quadrilha é suspeita ainda de crimes como receptação, adulteração de sinal identificador de veículos e lavagem de dinheiro. Além de Maringá, três núcleos distintos da organização criminosa atuavam em Mandaguaçu, Sarandi e Marialva desde 2015.

As investigações foram conduzidas por policias da 9ª Subdivisão Policial de Maringá – em conjunto com o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) – e começaram em fevereiro deste ano após dois crimes na região. Um deles foi o assalto a uma empresa valores em Maringá, no qual foram levados cerca de R$ 300 mil. O outro foi um homicídio de em Sarandi.

Um integrante do grupo criminoso foi morto após desavenças e conflitos internos da quadrilha. Ele trabalhava como taxista na cidade de Maringá e fazia parte da organização criminosa, sendo o responsável por transportar os comparsas após o roubo de veículos, buscando-os onde estes bens ficariam escondidos.

“Na condução das investigações, percebeu-se ligação entre os crimes e com a troca de informações conseguimos identificar o modo de operação desta quadrilha. Eles roubavam e furtavam veículos e também adquiriam veículos de procedência suspeita que eram trocados por entorpecentes no Paraguai e na Bolívia”, explicou o delegado Pedro Fonta. Maconha, cocaína e outras drogas sintéticas eram distribuídas nessa região.

As investigações também mostraram a participação da quadrilha na morte de Marcelo Cruz Maiolino, que era proprietário da Academia Geração Fit, arrendada pelo líder organização criminosa, conhecido como “Dodi”. “Durante o trabalho da polícia apreendemos duas armas, cujo confronto balístico mostrou que foram usadas nessas duas mortes atribuídas à quadrilha”, explicou o delegado. Os presos estão à disposição da Justiça.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.