Polícia prende principal fornecedor de drogas do Centro de Curitiba

Mariana Ohde


Com CBN Curitiba

A principal quadrilha de fornecedores de drogas da região central de Curitiba foi desarticulada pela polícia na noite de quarta-feira (14). Na ação, foram apreendidos mais de 80 kg de drogas que seriam vendidos em ruas como a São Francisco, Riachuelo e Cruz Machado.

Após dois meses de investigações da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil, com a ajuda de denúncias e monitoramentos, a quadrilha foi desarticulada e quatro pessoas foram presas. Celsemiro, suspeito de ser o principal fornecedor de drogas do Centro da capital, a mulher dele, Larissa, um funcionário do traficante, identificado como Luan, e ainda, Isidoro, um paraguaio que trazia a droga de Foz do Iguaçu, estão detidos.

De acordo com a delegada Camila Ceconello, a quadrilha fornecia sempre pequenas quantidades de droga para disfarçar o tráfico. A polícia descobriu que, na quarta-feira, Celsemiro receberia um carregamento de droga e aproveitou para fazer o flagrante. Os quatro suspeitos foram presos na casa do traficante, no bairro Sítio Cercado. Uma casa vizinha era utilizada para estocar a droga. Foram apreendidos crack, maconha e cocaína, além de balanças de precisão, uma arma, munições e R$ 400 em dinheiro.

Durante a ação, a polícia também foi até um hotel na região central onde o paraguaio estava hospedado. Lá foram encontrados mais 5 kg de crack, US$ 500 e R$ 190 em guaranis, a moeda paraguaia.

Os quatro suspeitos presos vão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Micro traficantes

A delegada explica que o “micro traficante” é o principal obstáculo da polícia no combate ao tráfico de drogas na capital.

A delegada explica que alguns traficantes circulam com pequenas quantidades do produto e conseguem rapidamente esconder a droga ou argumentar que a substância é para consumo próprio. Com isso, a polícia fica sem provas que justifiquem uma prisão.

“O pequeno traficante que atua ali na região, distribuindo para os usuários, ele segura poucas pedras de crack. Então, quando ocorre a abordagem, ele geralmente está com uma pedra, duas pedras, ou ele deixa a droga escondida no chão, em árvores. Então é difícil você comprovar que ele é traficante. Embora ele venda diariamente, constantemente, a droga, no momento da abordagem ele não está na posse de entorpecentes”, explica.

Comerciantes coniventes

Segundo a polícia, alguns comerciantes colaboram com as ações da polícia pra combater o tráfico de drogas e alguns permanecem omissos por medo de ameaças. Porém, há ainda aqueles que ajudam os criminosos. “Nós percebemos que muitos comerciantes denunciam o tráfico, mas muitos são coniventes com a comercialização. A gente vê que, às vezes, chegam viaturas e os comerciantes fecham os estabelecimentos. Assim como existe o comerciante que quer ajudar a polícia, existe o comerciante que está conivente com a prática do crime na região”, afirma.

Ameaças

Apesar da quadrilha abastecer traficantes da Rua São Francisco, não há provas de que o grupo tenha envolvimento com o caso do comerciante que foi ameaçado de morte pelos traficantes na semana passada e teve seu imóvel destruído.

 

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Repórter no Paraná Portal
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