Polícia tira grades das celas de carceragem ocupada na RMC

Andreza Rossini


Com Metro Curitiba

A delegacia de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, começou a derrubar ontem as grades das celas do local.

A carceragem tem 34 presos e teve a interdição determinada no mês passado, mas os detentos ainda não foram transferidos. A derrubada das celas foi determinada no último dia 28 pela juíza Inês Zarpelon, para forçar a interdição do espaço em até 48 horas, mas a ordem não foi cumprida. Segundo a juíza, a carceragem é “um local degradante, fétido, insalubre, onde os presos invariavelmente adoecem por falta de luz, ar e espaço”.

A magistrada ordenou que o Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) removesse os presos, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia a Luiz Alberto Cartaxo, diretor do Depen.

Procurado, Cartaxo afirmou que houve um engano, já que os presos devem passar a outras delegacias, não ao sistema penitenciário. A Adepol (Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná) afirma que não se trata de transferência entre delegacias, “tanto que a juíza manda desativar a carceragem definitivamente”

“Infelizmente o DEPEN ainda não cumpriu a parte que os cabe na decisão que é a transferência dos 34 presos que estão hoje nesse espaço, no entanto a decisão judicial é clara e nos impõe pessoalmente também a obrigação de retirada das grades das celas e nos proíbe de receber novos presos aqui, essa segunda determinação ainda vamos ajustar com o juízo que prolatou a decisão a melhor forma de cumprir, já que continuamos lavrar flagrantes diariamente” afirmou o delegado Tito Barrichelo, responsável pela delegacia.

“Continuamos esperando que o Departamento Penitenciário transfira os presos que aqui ainda se encontram, tão logo isso ocorra vamos desativar esse espaço definitivamente e transformá-lo em um setor de investigação, que se dedique ao atendimento do cidadão de Almirante Tamandaré e Campo Magro, e não à custódia ilegal de presos”, complementou.

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