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Policiais civis são presos após exigir R$ 50 mil para não prender inocente

Dois investigadores da Polícia Civil foram presos na manhã desta quinta-feira (23), pelo Grupo de Atuação Especial de Co..

Andreza Rossini - 23 de fevereiro de 2017, 15:30

Dois investigadores da Polícia Civil foram presos na manhã desta quinta-feira (23), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), suspeitos dos crimes de concussão (exigência ilegal de dinheiro) e abuso de autoridade.

Um advogado envolvido no caso e acusado por concussão, teve o exercício da profissão suspenso pelo juízo de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana da capital.

Segundo o Gaeco, os investigadores denunciados abordaram dois veículos que voltavam do litoral do Paraná, na estrada da Graciosa. Dois irmãos estavam nos carros, com as respectivas famílias. A abordagem foi feita por indicação do acusado de matar o ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Nazzari, Ricardo Geffer, que agia em conjunto com outros policiais.

Todos foram levados ao Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), onde os investigadores trabalhavam, e mantidos algemados por algumas horas.

Os dois irmãos foram levados para Assungui, na zona rural de Rio Branco do Sul, onde foi vistoriada uma casa do sítio de um deles. No local, encontrou-se uma arma e, por este motivo, foi dada voz de prisão ao homem. Além disso, os policiais exigiram R$ 50 mil para não prender o outro homem por associação ao tráfico, embora não tivessem encontrado evidências do crime.

A vítima concordou em dar o dinheiro, em três parcelas, para os policiais. Os valores deveriam ser entregues a um advogado de confiança dos investigadores, por determinação deles. O caso aconteceu em janeiro de 2015.

Por meio de nota, a Polícia Civil afirmou que abriu inquérito para investigar o caso. Veja na íntegra:

Em paralelo ao Inquérito Policial do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Corregedoria-Geral da Polícia Civil (CGPC), irá instaurar um processo administrativo interno para apurar as responsabilidades funcionais dos servidores. Caso fique comprovado, ambos, estarão sujeitos a pena de demissão.

A direção da Polícia Civil enfatiza que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado.

Os dois policiais civis presos foram encaminhados para a carceragem da Delegacia de Furtos e Roubo de Veículos (DFRV), onde permanecem à disposição da Justiça.