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Policiais civis são presos por cobrarem para aliviar situação de criminosos

O Ministério Público (MP) prendeu cinco policiais civis e uma pessoa que se passava por policial e trabalhava em uma del..

Andreza Rossini - 15 de fevereiro de 2017, 13:39

O Ministério Público (MP) prendeu cinco policiais civis e uma pessoa que se passava por policial e trabalhava em uma delegacia, na manhã desta quarta-feira (15), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

As prisões da Operação NFL, realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foram determinadas pelo Juízo da Comarca. Segundo o órgão, o homem que se passava por policial tinha o aval dos demais funcionários públicos da delegacia e fazia um levantamento das residências com suspeitas de práticas criminosas. Ele negociava valores com os criminosos para "aliviar" a situação da pessoa após a prisão. Além disso, o falso policial cobrava dinheiro em nome da Polícia Civil para um suposto calendário.

Alguns casos foram destacados na ação penal. Em um deles, dois policiais cobraram para alterar a situação de uma pessoa detida - em vez de tráfico de drogas o caso foi comunicado à Justiça como uso de entorpecente. O criminoso recebeu novamente pequena quantidade da droga apreendida.

Em outra situação, houve uma negociação em que foram pedidos R$ 40 mil, um veículo e um relógio para deixar de anotar que a pessoa presa tinha outro envolvimento em outro crime, em que figuraria com nome distinto, o que poderia piorar a situação dela perante o Judiciário.

Também foi citado na denúncia, uma exigência de R$ 50 mil de suspeitos de homicídio para não solicitar prisão cautelar à justiça.

Uma denúncia criminal foi encaminhada à Justiça pelo MP em face de todos os envolvidos, pelos crimes de peculato, concussão, corrupção passiva e associação criminosa.

Em paralelo à Operação, foi apresentada denúncia criminal pelo MP-PR em face de todos os envolvidos, contemplando os crimes de associação criminosa, peculato, concussão e corrupção passiva.  O nome da Operação, NFL, são as iniciais de alguns envolvidos no caso.