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Policial civil acusada de matar copeira deve responder também por homicídio duplamente qualificado

A policial civil, Kátia das Graças Belo, deve responder também por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e ..

Julie Gelenski - 31 de janeiro de 2017, 10:04

A policial civil, Kátia das Graças Belo, deve responder também por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por impossibilidade de defesa da vítima. É o que diz o inquérito da própria polícia civil, assinado pela delegado Fábio Amaro, concluído na segunda-feira (30). É a terceira vez que ela é indiciada neste mesmo caso.

A policial civil é acusada de matar a copeira Rosaira Miranda de 50 anos, que estava em uma festa de confraternização da empresa onde trabalhava, quando foi atingida por um tiro disparado por uma vizinha da cafeteria onde a festa ocorria.

Ela foi indiciada outras duas vezes: no dia 9 de janeiro, por homicídio doloso, quando há intenção de matar; no dia 26 de dezembro, ela já havia sido indiciada por homicídio tentado. Na época, Rosaira ainda estava no hospital.

A copeira foi atingida na cabeça pelo disparo, perdeu massa encefálica e chegou a ficar sete dias na U.T.I., em estado gravíssimo, mas não resistiu e morreu no dia primeiro de janeiro.

A família da vítima contratou um advogado, Ygor Salmen, para acompanhar as investigações, pois à princípio, a investigadora que é do Nucria, não teve o nome divulgado pela Polícia, e foi liberada para responder em liberdade pelo homicídio. O que revoltou familiares e amigos da vítima.

Kátia também contratou um advogado, Peter Amaro, e chegou a alegar que o tiro que atingiu a cabeça da copeira, poderia não ter vindo da arma da policial e que não havia provas suficientes para definir se o disparo que matou Rosáira foi feito pela investigadora do Nucria.

De acordo com o advogado, Peter Amaro, a policial atirou apenas uma vez. "O dolo existe quando há intenção de matar. A Kátia em momento algum tinha a intenção de acertar alguém. Eu estive no local onde teria sido efetuado o disparo e não existe angulo, não existe visão, não existe nada. Analisando o inquérito e pessoas ouvidas logo após os fatos disseram que ouve mais de um tiro. O perito que esteve no local disse que o tiro pode ter vindo de onde a Kátia mora ou de outra direção. Ora, talvez, estamos linchando a pessoa errada", diz Amaro.

Mas a tese da defesa de Kátia começou a ser desmantelada, quando o projétil foi encontrado no exame do Instituto Médico Legal e anexado ao inquérito com as seguintes informações:  foi confirmado o recolhimento de estojo de .40 no local do crime; o depoimento de testemunhas que confirmam a postura rotineira da policial em utilizar arma de fogo; testemunhas de estabelecimentos comerciais ao redor informando que ela foi até lá em outras oportunidades com arma de fogo e fazendo revistas pessoais nas festas; imagens de um estabelecimento comercial ao lado em que aparecem 3 clarões (disparo de arma de fogo) da janela da policial na data do ocorrido: além de outras informações não repassadas.

Como fica o caso

O inquérito agora será concluído, e vai para o Ministério Público, que deve avaliar as provas e o conteúdo do inquérito. Dependendo dessa avaliação, há possibilidade de pedido de mais provas ou investigações. Se o MP entender que o que consta no documento prova tudo que é necessário, o inquérito permanece como está.

A policial Kátia Das Graças Belo, ainda responde em liberdade.

Com relação ao possível pedido de prisão da policial Kátia das Graças Belo, o inquérito concluído irá para o judiciário e para o Ministério Público, que podem pedir ou não a prisão da investigadora do Nucria, de acordo com as informações do advogado de defesa.

Ygor Salmen, que representa a família de Rosaira escreveu uma nota onde diz que está satisfeito com os resultados da investigações, destacou que existem elementos suficientes de autoria e materialidade, que a investigação não deixa brecha para eventuais questionamentos e tumultos processuais.

Ainda, informou que o desejo dos familiares é que haja um pedido formal de prisão preventiva da indiciada e que este pedido seja deferido pelo Judiciário. Por fim, ressaltou o trabalho da policia civil e destacou confia no Poder Judiciário do Estado do Paraná.