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Policial civil e ex-diretora da Secretaria de Saúde de Foz se tornam réus

Com BandNews FM CuritibaO escrivão da Polícia Civil, Ademilton Telles, a ex-diretora da Secretaria de Saúde de Foz do Ig..

Fernando Garcel - 22 de dezembro de 2016, 16:56

Com BandNews FM Curitiba

O escrivão da Polícia Civil, Ademilton Telles, a ex-diretora da Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu, Marli Terezinha Telles, e outras duas pessoas se tornam réus um processo que investiga fraudes à licitação na prefeitura de Foz, região Oeste do Paraná. O Ministério Público ofereceu uma denúncia em que acusa os investigados por crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.

Dono de uma empresa de turismo, Ademilton Telles é acusado de fraudar contratos com a Secretaria Municipal de Saúde para transportar pessoas que precisam fazer hemodiálise. A licitação tem valor superior a R$ 1 milhão. Os investigados foram alvos da Operação Turismo, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no mês de novembro.

As investigações sobre o caso começaram no mês de março. O promotor de Justiça Fernando Cubas César, que atua no Gaeco de Foz do Iguaçu, explica que a empresa de turismo estava registra em nome de laranjas. "A empresa que celebrou esse contrato está registrada no nome da esposa de um escrivão da Polícia Civil, mas quem toca é esse policial civil. Ele era a pessoa responsável pelo contato direto com a Secretaria de Saude e, além de ser fraudado o documento, há um superfaturamento no valor que era pago", conta César.

De acordo com o promotor, o contrato previa a circulação de cinco ônibus. Eles deveriam transportar os pacientes do município e da região que precisam passar pelo procedimento de hemodiálise. Mas, dos cinco carros previstos, apenas dois ônibus faziam o serviço. Fernando Cubas César também comenta que os contratos foram assinados mediante pagamentos de propinas para a ex-diretora da Secretaria de Saúde Marli Terezinha Telles.

Prisões

O escrivão Ademilton Telles e um sobrinho dele estão presos preventivamente. Segundo o Ministério Público, eles tentaram destruir provas e atrapalhar as investigações. Os demais réus respondem ao processo em liberdade. No caso da ex-diretora Marli Terezinha Telles, a ré é monitorada por uma tornozeleira eletrônica. Isso porque ela também foi alvo de outra operação. Marli Telles chegou a ser presa preventivamente durante a 3ª fase da Operação Pecúlio, da Polícia Federal, que também investiga esquemas de fraudes em licitação e pagamentos de propinas na Prefeitura de Foz do Iguaçu.

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Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) concedeu a ela o benefício da prisão domiciliar. O Ministério Público ainda esclarece que, apesar da coincidência do sobrenome Telles – entre Marli e Ademilton – não foi identificado grau de parentesco entre os réus.