Porto de Antonina prepara esquema especial para exportar farelo de soja não transgênico

Redação e Kelly Frizo - BandNews FM Curitiba


O Porto de Antonina preparou um esquema especial para exportar 22 mil e 500 toneladas de farelo de soja convencional, não transgênico. A operação começou ontem e deve seguir até a tarde de hoje, dependendo das condições climáticas. O embarque acontece pela empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF). Atualmente, a Ponta do Félix conta com quatro armazéns exclusivos e certificados, com capacidade para armazenar 35 mil toneladas do farelo convencional.

Além dos armazéns, o contêiner que recebe a carga também passa antes por um rígido protocolo sanitário. O presidente Gilberto Birkhan diz que atualmente são quatro armazéns separados com capacidade para armazenar 35 mil toneladas do farelo convencional. “Esses armazéns são certificados. Para atender essa demanda, eles receberam melhorias e mantemos uma série de protocolos e cuidados porque por não ser transgênico esse produto tem que ser separado dos demais. Qualquer contaminação compromete a operação, a qualidade e o valor do produto”, explica.

Segundo Birkhan, poucos portos no Brasil conseguem atender todas as especificidades dessa operação. “Essa vantagem de Antonina beneficia toda a cadeia, principalmente o produtor que sofre com as restrições logísticas para operar essa carga, em menor volume, mas maior valor agregado”, afirma. “Temos condições para atender produtores de todos os estados brasileiros”, acrescenta.

“Essa é a nossa meta, manter o reconhecimento do mercado com obras de acesso e aquaviárias que possibilitem essa atração do mercado para o porto”, comenta o diretor-presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O Porto de Antonina embarca farelo de soja não-transgênica desde 2015. Desde lá, foram mais de 855 mil toneladas exportadas por Antonina. Este é o segundo navio que carrega o produto, neste ano. Um terceiro navio para receber o produto no Porto de Antonina já está nomeado e deve atracar em meados de abril. A meta é alcançar entre 300 e 350 mil toneladas até dezembro. O produto exportado é paranaense e tem como principais destinos Holanda, Alemanha e Noruega.

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