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Políticos contrataram matador de aluguel para executar prefeito de Pien

Por André Rogal Wuicik /BandNewsFM CuritibaO ex-prefeito de Pien, Gilberto Dranka, do PSD, e o presidente da Câmara da c..

Jordana Martinez - 31 de janeiro de 2017, 18:02

Por André Rogal Wuicik /BandNewsFM Curitiba

O ex-prefeito de Pien, Gilberto Dranka, do PSD, e o presidente da Câmara da cidade Leonir Maahs, do PR, teriam contratado um matador de aluguel para executar o prefeito eleito Loir Dreveck, do PMDB. O intermediário da negociação do crime seria Ovandir Pedrini, empresário dono de uma oficina que prestava serviços para o ex-prefeito.

De acordo com a Polícia Civil, em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (31), o motivo do crime seriam divergências entre o prefeito eleito e Dranka. Os dois pertenciam a mesma chapa politica durante as eleições do ano passado. Depois que Dreveck venceu o pleito, ele teria recusado a favorecer Dranka dentro da Prefeitura.

De acordo com o delegado Rodrigo Brown, o prefeito eleito pretendia oferecer cargos comissionados apenas para técnicos e não iria favorecer pessoas ligadas ao grupo de Dranka.

"Ele teria como motivação o fato de que essas pessoas e o grupo político teriam investido muito dinheiro na candidatura do Loir, e na época da campanha ele prometeu diversas benesses, prometeu três secretarias para o presidente da Câmara, prometeu mais alguns cargos para o prefeito Dranka, e depois que foi eleito, imediatamente passou a anunciar que as secretarias seriam compostas por pessoas com caráter técnico e que ele cortaria em mais da metade os cargos em comissão", afirmou o delegado.

Dranka teria combinado com o presidente da Câmara, Leonir Maahs, de executar o prefeito eleito em dezembro do ano passado. Eles iriam contratar um matador profissional para executar Dreveck. O intermediário da negociação seria Ovandir Pedrini, empresário dono de uma oficina que prestava vários serviços para Dranka. Em troca do intermédio com o assassino, Pedrini iria receber favorecimentos em licitações na Prefeitura de Pien.

Matador profissional

O homem contratado para fazer o assassinato foi Amilton Padilha, de 29 anos. No dia do crime, Loir foi baleado na cabeça no dia 17 de dezembro de 2016 e morreu três dias depois, antes de tomar posse no cargo. Dreveck viajava para o litoral de Santa Catarina com um carro da Prefeitura, junto com a família, e o carro dele foi alvejado por Amilton, que passava de moto. Antes, na mesma semana, Amilton teria assassinado outro motorista da mesma forma, supostamente confundindo o motorista com o prefeito de Pien. Amilton iria ganhar um carro Gol e mais dez mil reais pelo assassinato. De acordo com o delegado Marcelo Magalhaes, Amilton tinha várias passagens pela polícia e não seria a primeira vez que ele receberia dinheiro para matar alguém.

A polícia começou as investigações pela moto utilizada pelo assassino no crime.  O veiculo foi jogado em um barranco, próximo do caso. A placa da moto indicou a loja onde foi vendida. O circuito de câmeras de loja mostrou que Ovandir Pedrini haveria comprado a moto para que Amilton usasse no assassinato. Com isso, a Polícia descartou a possibilidade de assalto e se concentrou nos mandantes do crime. Gilberto Dranka, foi preso na manhã desta terça-feira. Junto com ele, foram presos o assassino e também Ovandir Pedrini. As prisões são preventivas e tem prazo de trinta dias. Já Leonides Maack foi levado para depor coercitivamente, junto com o ex-presidente da câmara Dirceu Stoeckly.