52% do cigarro vendido no Paraná é contrabandeado

Lucian Pichetti - CBN Curitiba

dia nacional de combate ao fumo, tabagismo, fumantes, tabagismo e coronavírus, covid-19, pandemia

A cadeia produtiva do tabaco no Brasil gera milhares de empregos e renda. O país é o maior exportador do mundo. Em 2016 foram produzidas 538 mil toneladas de tabaco e exportadas 483 mil toneladas.

144 mil famílias produzem tabaco com valor bruto de produção de

R$ 5,2 bilhões. Mas este mercado está sob ameaça devido ao crescimento significativo, nos últimos 3 anos, da venda ilegal de cigarros.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), Edson Luiz Vismona, o Paraná é a principal porta de entrada destes produtos ilegais. “O Paraguai é o produtor do cigarro contrabandeado. É o grande fornecedor do cigarro ilegal. O produto está tomando conta da metade do mercado brasileiro, o que gera perda de invasão fiscais de R$ 9,7 milhões. Estamos entregando mercado para o contrabando e financiando organizações criminosas que operação nos atos ilícitos”, afirma.

Segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria, o mercado ilegal de cigarros no Paraná movimentou R$ 578 milhões de reais em 2017. Foram 3.300 bilhões de unidades comercializadas, o que representa 52% do total. Isso resultou em uma evasão fiscal de R$ 293 milhões. Para Vismona, o problema está no preço do cigarro paraguaio. “O produto contrabandeado chega no mercado a R$2,50 a R$3, quanto o produto nacional se paga no mínimo R$5. Temos uma grande diferença de preço”, avalia.

Além de ações de repressão nas fronteiras do país, Vismona aposta na equiparação de tributos para combater a pirataria. “O Paraguai precisa aumentar os tributos. Se tiver isso, tiramos a atratividade do contrabando do cigarro, o que vai refletir positivamente em todo o mercado”, finaliza.

As principais rotas de acesso do cigarro paraguaio no Paraná são a BR-277, a BR-163 e as rodovias estaduais, assim como rotas municipais. Muitas mercadorias ilegais também chegam pelo Porto de Paranaguá, quase sempre procedentes de países asiáticos.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="541446" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]