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“Questão de justiça, não de vingança”, diz coronel sobre solução para caso de policial assassinada

Com CBN CuritibaO corpo da policial militar, Bárbara Aline Gonçalves da Rocha, de 24 anos, foi velado nesse domingo (25)..

Narley Resende - 26 de dezembro de 2016, 09:05

Com CBN Curitiba

O corpo da policial militar, Bárbara Aline Gonçalves da Rocha, de 24 anos, foi velado nesse domingo (25) na Capela Bom Pastor, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Integrantes da corporação fizeram um cortejo oficial no trajeto entre Pinhais e o Cemitério Parque Graciosa, em Quatro Barras, onde ocorreu o sepultamento.

O comandante-geral da Policia Militar do Paraná, Coronel Maurício Tortato, relata a comoção da corporação diante do crime.

"Quando um militar morre em serviço ou quando ele morre em decorrência de sua condição de militar estadual, de policial, e profissional de segurança pública, isso inspira realmente uma atenção especial", afirma o coronel.

De acordo com a Polícia Militar, Bárbara estava de folga quando foi baleada a queima roupa. Ela estava em um comércio da família, em Pinhais, no momento do crime. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O comércio fica no bairro Maria Antonieta.

O caso é investigado pela Polícia Civil, no entanto a PM também faz uma investigação interna para apurar o que houve. A polícia investiga se a morte da soldado tem relação com uma ocorrência atendida por ela na semana passada, em Piraquara. No episódio ela se envolveu em um confronto com suspeitos e um deles teria sido morto.

Soldado Bárbara"A pessoa que chegou efetivamente tinha intenção de executar a soldado Bárbara. Nós temos alguns indicativos da motivação disso. Mas até para preservar e não haver alguma forma de precipitação a gente não está desencadeando nenhuma informação mais precoce", diz.

Posts nas redes sociais mostram como o assassinato da soldado gerou revolta e indignação de integrantes da corporação. No entanto, o coronel alerta os policiais para que, mesmo diante da perda, não façam “a justiça com as próprias mãos”.

"O esclarecimento desse fato, para a Polícia Militar, é uma questão de justiça, não de vingança. É uma necessidade que a corporação tem. Que efetivamente a gente tenha o esclarecimento como uma forma de resposta para toda família miliciana, em especial para a família da Bárbara, inclusive conclamando os militares estaduais que lutem de maneira justa e equilibrada, dentro de padrões absolutamente legais".

Bárbara fazia parte da corporação há três anos e atuava no Batalhão da Polícia de Guarda, em Piraquara, na Grande Curitiba.