Sandy: “Ainda sinto frio na barriga” – cantora se apresenta no Guairão neste domingo (30)

Guilherme Grandi


Com Metro Jornal

A cantora de 34 anos – e 27 de carreira – tem show marcado neste domingo (30) em Curitiba, no Guairão. Ao Metro Jornal, ela conta sobre o espetáculo e os desafios e transformações em sua vida desde a separação do irmão Júnior, com quem dividiu o palco durante 17 anos.

Com 27 anos de carreira, ainda sente frio na barriga ao subir no palco?
Ainda sinto bastante! Não é nervosismo, mas sinto uma emoção que deixa minhas mãos até geladas por sentir a responsabilidade de entrar no palco, tocar para muita gente e tentar não errar e fazer tudo direitinho. É aquela coisa normal do ao vivo, tem que acertar. Mas fico mais nervos
quando faço projetos novos.

Essa turnê, “Meu Canto”, inclui faixas de “Manuscrito” e sucessos de sua carreira. Como escolheu as músicas que compõem o repertório?
São músicas dos meus álbuns solos e também da época da dupla “Sandy & Júnior”, além de duas faixas de outros artistas. Procuro incluir faixas que sei que os fãs têm carinho e gostam. Quero deixar as pessoas felizes, recordar e celebrar a carreira. Toquei 17 anos junto com meu irmão e
gosto de celebrar isso!

Como foi compor “Me Espera” em parceria com Tiago Iorc?
Foi uma parceria incrível. Tivemos uma química musical muito importante para mim. Deu muito certo e sentimos isso logo que começamos a trabalhar juntos. Assisti a um show dele em Campinas, fiquei encantada, fiz o convite e ele aceitou. Fiz uma viagem com meu marido e começamos a compor “Me Espera”, que achamos muito a cara do Tiago. Quando mandamos para ele, ele concordou e adorou a ideia. Nos ajudou a terminar a música.

Você assina a maioria das faixas que canta. Mas também traz canções de outros artistas. O que essas músicas significam para você?

Eu canto “All Star”, do Nando Reis, que amo demais. Já cantava na minha turnê e era um momento que o público amava, então mantive. Combina com meu repertório e gosto tanto que parece que foi feita para mim. Trago também “Luciana”, que meu avô, que faleceu em 2015, gostava muito. Quando eu tinha uns 12 anos e ele viu que eu tinha voz para cantar, ele pediu para eu cantar essa música e talvez um dia gravar. Ele me disse que achava que combinava com a minha voz. Lembro que quando ele fez 80 anos, fizemos uma festa e um show para ele e eu cantei para ele.

Desde a separação da dupla com seu irmão, com os anos e transformações pela qual passou na sua vida, você sente que seu público mudou?

Senti uma mudança forte do público. Diria que ainda tenho uns 60% dos meus fãs que me acompanham da época, e o os outros 40% vieram depois, por se identificarem mais com meu trabalho solo. O desafio foi que sentia mais nervoso para me apresentar no começo, logo que lancei meu primeiro CD solo. Foi uma mudança bem grande! De repente eu estava sozinha no palco, depois 17 anos dividindo as responsabilidades com ele, e de repente me vi sozinha ali dando conta de tudo sozinha, sendo 100% do show, e não 50%. Aumentou bem a responsabilidade, mas é uma coisa que amo muito fazer, amo a minha profissão e a gente encontra um jeito novo de trabalhar. Aconteceu tudo rápido. Sou uma pessoa que consegue se acostumar rápido. No início senti muito a falta dele, mas não de um jeito ruim, e sim bom, leve.

Com tanto tempo de carreira e fãs que te acompanham desde a época da dupla, como a sua relação com os fãs mudou, especialmente depois das redes sociais?
Mudou muito. No início da carreira, recebíamos cartas quilométricas, não tinha esse contato da internet. Às vezes eu respondia a próprio punho. Com as redes sociais, o contato ficou muito mais fácil. Antes não conseguíamos medir o que as pessoas pensavam, gostavam ou não. Hoje temos essa excelente ferramenta. Se quero perguntar algo, consigo, e tenho logo a resposta. Um dia, quando estava decidindo a capa do DVD, fiz uma enquete no Twitter perguntando se gostariam de um encarte com mais fotos e sem letras das músicas, ou com as letras das músicas e menos fotos. Escolheram rapidamente: queriam com as letras! Adorei. É um contato direto. Além disso, sempre que posso, respondo aos fãs nas redes. Leio tudo que consigo. Com esse contato, eles ficam muito felizes, e eu também fico muito mais satisfeita, com certeza.

Serviço:
Sandy – “Meu Canto”
Domingo (30), às 21h, no Teatro Guaíra – Grande Auditório
Rua XV de Novembro, 971, Centro
Ingressos a partir de R$ 50 (clique aqui)
41 3315-0808

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