Audiência sobre tortura de suspeitos no caso Tayná é adiada pela quarta vez

Andreza Rossini


A audiência para julgar os policiais que são acusados de torturar os quatro suspeitos de matar a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, foi adiada pela quarta vez. A sessão estava prevista para acontecer na manhã desta quarta-feira (1), na Corregedoria Geral da Polícia Civil, mas como a justiça não conseguiu intimar todas as partes envolvidas, ela foi suspensa e reagendada para o dia 16 de agosto.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que realizou a intimação para a próxima data com as partes envolvidas no processo que compareceram hoje (1), na Corregedoria.

O caso

Após dois dias desaparecida, Tayná Adriane da Silva foi encontrada morta em um terreno baldio em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, em junho de 2013. Quatro homens,1488137_184700541731403_792323656_n funcionários de um parque de diversões que estava instalado no local, foram presos. Na época, a polícia informou que eles confessaram que estupraram e mataram a garota.

No mesmo dia, moradores da região invadiram e atearam fogo no parque de diversões.

Dois dias depois, uma perita da Polícia Científica afirmou que não foram encontrados indícios de estupro no corpo da menina. Toda a equipe que estava responsável pela investigação do caso foi afastada e, em seguida, houve a denúncia de que a confissão do crime (dos quatro suspeitos) havia sido feita sob tortura e 14 pessoas foram presas, entre elas policiais e delegados envolvidos no caso.

Foi encontrado sêmen na calcinha de Tayná, mas não é compatível com nenhum dos suspeitos envolvidos no caso, de acordo com os exames de DNA realizados.

O Ministério Público (MP) apresentou denúncia por prática de tortura contra 21 suspeitos (21 policiais civis, um policial militar, dois guardas municipais e dois presos de confiança). Alguns foram denunciados por falso testemunho, lesão corporal de natureza grave, abuso de autoridade e crime de natureza sexual.

O corpo de Tayná foi exumado e passou por exames para solucionar questões pendentes durante a investigação. O caso segue em segredo de justiça e os quatro suspeitos da morte da garota estão no Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita).

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