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Suspeitos no caso Tayná prestam depoimento sobre tortura

Os quatro rapazes suspeitos de matar a garota Tayná Adriane da Silva, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, p..

Andreza Rossini - 16 de agosto de 2016, 13:00

Os quatro rapazes suspeitos de matar a garota Tayná Adriane da Silva, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, prestam depoimento na Corregedoria da Polícia Civil, em Curitiba, nesta terça-feira (16). A audiência é sobre os casos de tortura contra os acusados. Os depoimentos foram adiados quatro vezes, por ausência das partes.

Eles chegaram ao local em um carro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os quatro foram incluídos Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita) após as denúncias de tortura para confissão do crime.

O Ministério Público (MP) apresentou denúncia por prática de tortura contra 21 suspeitos (21 policiais civis, um policial militar, dois guardas municipais e dois presos de confiança). Alguns foram denunciados por falso testemunho, lesão corporal de natureza grave, abuso de autoridade e crime de natureza sexual.

O advogado de defesa dos policiais, Cláudio Dalledone, afirma que os suspeitos inverteram a situação. "Aproveitaram que foram castigados por detentos dentro da cadeia após assumirem que estupraram a Tayná e aproveitaram isso para culpar os policiais, tentando inverter a situação", afirmou em entrevista ao Paraná Portal.

O caso

Após dois dias desaparecida, Tayná Adriane da Silva foi encontrada morta em um terreno baldio em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, em junho de 2013. Quatro homens,

funcionários de um parque de diversões que estava instalado no local, foram presos. Na época, a polícia informou que eles confessaram que estupraram e mataram a garota.

No mesmo dia, moradores da região invadiram e atearam fogo no parque de diversões.

1488137_184700541731403_792323656_nDois dias depois, uma perita da Polícia Científica afirmou que não foram encontrados indícios de estupro no corpo da menina. Toda a equipe que estava responsável pela investigação do caso foi afastada e, em seguida, houve a denúncia de que a confissão do crime (dos quatro suspeitos) havia sido feita sob tortura e 14 pessoas foram presas, entre elas policiais e delegados envolvidos no caso.

Foi encontrado sêmen na calcinha de Tayná, mas não é compatível com nenhum dos suspeitos envolvidos no caso, de acordo com os exames de DNA realizados.

O corpo de Tayná foi exumado e passou por exames para solucionar questões pendentes durante a investigação. O caso segue em segredo de justiça e os quatro suspeitos da morte da garota estão no Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita).