Terra de ninguém na CIC. O tráfico domina com ameaças e toque de recolher

Redação


 

No mesmo dia em que o governo do estado declara guerra contra o narcotráfico, exibindo um helicóptero para patrulhar as áreas de risco e anuncia o aumento do efetivo das Polícias Militar e Civil, na Cidade Industrial de Curitiba, os traficantes impõem o “toque de recolher”, como se fosse terra de ninguém, ou seja, insinuando que não há presença militar e quem comanda são eles. A Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou. A morte de um dos líderes do tráfico na Cidade Industrial de Curitiba deixou o bairro em estado de Guerra. Diandro Cláudio Melanski, considerado um dos maiores traficantes de Curitiba foi assassinado dentro de seu carro na tarde desta segunda-feira. Em resposta, parceiros de sua quadrilha prometem vingança e decretaram toque de recolher no bairro, ameaçando “passar bala” em quem for encontrado na rua depois das 22 horas.

Depois da ameaça de traficantes, o comércio da região baixou as portas e, até, algumas escolas, como o Colégio Estadual Prof Brasílio Vicente de Castro, suspenderam as aulas. Áudios de pessoas se dizendo “do Comando” foram distribuídos pelo aplicativo whatsApp com as ameaças para a população local.

“Não dá para ir para o lado do CIC, hoje. A guerra começou. Mataram o Diandro. Mandaram fechar as biqueiras e o comércio”, diz uma das mensagens. “Estamos mandando um recado na boa. Toque de recolher de verdade. Se tiver carro na rua nós vamos meter fogo. Vamos respeitar para depois não dizer que não foi avisado. Toque de recolher a partir das 22h até às 10h da manhã. A ordem é tacar fogo em tudo, quem estiver na rua, vai passar”, diz outra gravação. (Colaboração de Fernando Garcel).

O clima de guerra começou com a morte de um adolescente de 15 anos, no dia 25 de agosto. A partir de então a comunidade passou a sofrer com ameaças e a notar a ausência de segurança, ou seja, dos efetivos da PM.

 

 

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