Três investigados pela Operação Pecúlio estão foragidos

Fernando Garcel


Com Narley Resende

Três investigados da 5ª fase da Operação Pecúlio, batizada de Operação Nipoti, são considerados foragidos pela Justiça. Outros 25 suspeitos foram presos pela Polícia Federal (PF). Entre eles 12 dos 15 vereadores de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A Operação Nipoti foi dividida em duas ações, uma na quinta-feira (15) e outra na manhã desta sexta-feira (16). Os policiais federais cumpriram 145 mandados judiciais.

São procurados o advogado Túlio Bandeira, o ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde Geraldo Biesek e o empresário Inácio Colombelli. O mandado expedido contra o advogado é de prisão preventiva, quando não há prazo para libertação. Filiado ao PROS, ele foi candidato ao governo do Paraná em 2014. Os outros dois investigados tem mandados de prisão temporária em aberto.

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Propina mensal

Os doze vereadores de Foz do Iguaçu que foram presos nesta quinta-feira (15) na 5ª fase da Operação Pecúlio, a Operação Nipoti, recebiam propina todos os meses, de acordo com a Polícia Federal (PF). Os valores oscilavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Ontem, com doze vereadores presos, restaram apenas três para abrir a sessão na Câmara Municipal da cidade.

Esta foi a operação com mais prisões de políticos com mandato em uma única ação na história do Brasil. A operação apura irregularidades em licitações – com desvios de dinheiro na prefeitura e na Câmara de Foz. Além dos vereadores, outros oito empresários foram presos preventivamente e oito temporariamente. No total, 28 pessoas foram detidas nesta quinta-feira. A ação aconteceu em Foz do Iguaçu, Curitiba, Cascavel, Maringá e Pato Branco. Também houve o cumprimento de ordens judiciais em Recife e em Brasília.

De acordo com a investigação, somente em algumas obras de pavimentação em Foz do Iguaçu foram constatados prejuízos em torno de R$ 4,5 milhões. Segundo a PF, este dado não leva em consideração o prejuízo potencial em razão da péssima qualidade das obras, o que reduzirá consideravelmente o tempo de vida útil destes serviços.

Vereadores reeleitos

Entre os vereadores presos, há reeleitos nas eleições deste ano: Anice Gazzaoui, do PTN; Beni Rodrigues, do PSB; Darci, do PTN; Edílio Dall’Agnol, do PSC; Luiz Queiroga, do DEM; e Rudinei de Moura, do PEN. Eles e outros nove vereadores eleitos foram diplomados nesta quarta-feira (14) à noite e deveriam tomar posse no dia 1º de janeiro.

Operação Pecúlio

A primeira fase da Operação Pecúlio foi deflagrada no dia 19 de abril. A investigação investiga servidores públicos de várias secretarias municipais, diretores, agentes políticos, ex-secretários e empresários que teriam um esquema montado para desviar dinheiro por meio de fraudes em licitações. A Controladoria-Geral da União afirma que tem provas de desvios de 5 milhões de reais que foram desviados dos cofres públicos.

O prefeito afastado de Foz do Iguaçu foi alvo na etapa mais recente da operação. Ele foi preso preventivamente em julho, teve a prisão domiciliar decretada no mesmo mês, e depois conseguiu um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça que o concedeu a liberdade. Reni Pereira é réu desde setembro deste ano.

Do total de 85 réus da ação penal que resultou das quatro fases anteriores da operação, apenas três permanecem presos. Eles respondem pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações, entre outros.

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