Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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A manobra palaciana ou o “plano B” saindo o bunker

 A comunicação social do Governo do Estado agiu com rapidez às tentativas do senador Roberto Requião (PMDB),..

Pedro Ribeiro - 27 de fevereiro de 2018, 10:26

 

A comunicação social do Governo do Estado agiu com rapidez às tentativas do senador Roberto Requião (PMDB), de tripudiar em cima das denúncias de propina na concessionária de pedágio Econorte com possíveis envolvimento de assessores do governador Beto Richa (PSDB) e inverteu os pólos.

O fio descascado que vem provocando choques está nas mãos do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), autor de representação aos procuradores do Ministério Público para que sejam tomadas todas as providências sobre a tarifa de pedágio no Paraná.

Com isso, Romanelli joga o pesado fardo nas costas do senador e então governador Roberto Requião que ficou conhecido, neste episódio, como pedágio: “ou baixa ou acaba”. Não baixou as tarifas, não acabou e, pelo contrário, sofreu majoração excessivas nas tarifas, transformando-o em um dos mais caros do país.

A ação parlamentar de Romanelli teve apoio de 34 deputados e resultou em documento encaminhado ao MP pelo presidente do Instituto Brasil Transportes, Acir Mezzadri, com ação movida contra o senador Roberto Requião (MDB) e que apontam para o desvio de R$ 40 milhões (em valores atualizados) firmados por Requião em 2004 com IBQP (Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade para fiscalizar as estradas pedagiadas no Paraná.

"Todos os documentos referentes à ação foram enviados aos procuradores da Lava Jato. Há provas substanciais que apontam para este desvio em contrato sem licitação, autorizado por Requião através de um decreto, e aditivado três vezes, sem a comprovação dos referidos serviços prestados, ou seja, sem a devida fiscalização das rodovias que foram pedagiadas", disse Acir Mezzadri.pedro.ribeiro