Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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A morte do ministro e a Lava Jato

A trágica morte do ministro Teori Zavaski acendeu sinal amarelo na população que foi às ruas em apoio à Operação Lava Ja..

Pedro Ribeiro - 20 de janeiro de 2017, 09:27

A trágica morte do ministro Teori Zavaski acendeu sinal amarelo na população que foi às ruas em apoio à Operação Lava Jato. Ainda sem saber como será o curso da delação premiada de 77 executivos da Odebrecht e do próprio ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, que deverá atingir o núcleo político do Congresso Nacional, os brasileiros plugados estão antenados com os acontecimentos em Brasília e que nortearão os rumos da maior caça a corruptos no Brasil.

A morte do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, deixa um ponto de interrogação na explosiva operação Lava Jato que, inclusive, levou vários políticos e empreiteiros para a cadeia em Curitiba, onde o juiz Sergio Moro e os procuradores da República comandam as ações de caça.

A jornalista Eliane Catanhede, que acompanha os trabalhos do Supremo Tribunal Federal fez uma análise sobre o comportamento do ministro e relata que se tratava de uma ilha num Supremo sacudido por disputas internas, inclusive ideológicas e de egos. Nunca bateu de frente com algum dos dez colegas, teve arroubos midiáticos ou foi identificado com o partido tal ou qual. Além do temperamento discreto e do decantado bom senso, era um homem do Direito, das leis, impecável na sua área. Se havia um consenso dentro e fora do Supremo, era de que Teori era a pessoa certa, na hora certa da Lava Jato.

A pergunta agora é como e quem vai substituí-lo a estas alturas do campeonato e diante da expectativa da população com a possibilidade de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também envolvido na Lava Jato?

O presidente Michel Temer e a presidente do TSF, ministra Carmem Lucia terão que dar resposta rápidas à sociedade e, mesmo assim, a Operação Lava Jato vai sofrer atrasos pois até que o substituto do ministro se inteire de todos os processos, deverá levar meses.pedro.ribeiro