Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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A tarefa de Presidente da República não é para principiantes

 O foco das campanhas dos candidatos à Presidência da República devidamente declarados, não estará voltado, ..

Pedro Ribeiro - 14 de fevereiro de 2018, 10:20

 

O foco das campanhas dos candidatos à Presidência da República devidamente declarados, não estará voltado, a partir de agora, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, fatalmente, terá sua candidatura impugnada devido à sua condenação por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As atenções, principalmente do general da ordem do dia, Jair Bolsonaro, estarão voltadas ao garoto global, Luciano Huck que deverá reunir seu grupo de marketing para entrar de cabeça na campanha. Pinta aí, um novo Collor, patrocinado pela Rede Globo.

Mas quem é Luciano Huck? Quem faz a pergunta é o ex-ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto. Eleger o presidente da República, no sistema presidencialista, é ato de extrema responsabilidade, observa. Segundo avalia,é sabido que o vazio de lideranças estimula o aparecimento de aventureiros e demagogos. No rol de prováveis candidatos, excetuando-se Lula, por razões óbvias, alguns nomes já despontam. Entre os conhecidos temos o governador Geraldo Alckimin, Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Álvaro Dias. Por fora correrão Marina Silva, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Joaquim Barbosa, Levi Fidelix, José Maria Eymael, Rui Costa Pimenta, Luciano Huck.

Empenhado na luta pela sobrevivência, o povo ignora o currículo dos candidatos. A demagogia correrá solta, com promessas que serão esquecidas. Marqueteiros serão pagos para enganá-lo com mensagens falsas, destinadas a renovar as esperanças da maioria. A eleição tem sido o primeiro ato de tragédia cuja duração poderá se prolongar por quatro, oito ou doze anos. 

O Brasil está em meio a processo de transição. O governo não consegue eliminar o déficit e equilibrar as finanças públicas. A economia pedala bicicleta ergométrica. Já se sabe que a recuperação do mercado de trabalho ficará para a próxima década. Até lá milhões de desempregados lutarão para encontrar fórmula milagrosa de sobrevivência. Enfim, o estrago continua grande na educação, saúde, segurança, transporte. Para começar a repará-lo necessita o Brasil de presidente dotado de personalidade forte, de audácia para lutar contra a corrupção, de criatividade para derrotar a apatia e impulsionar o desenvolvimento.

Teria, o apresentador que leva ilusão para o povo, condições intelectuais, técnicas e principalmente políticas para dirigir a naçaõ? Como esse jovem, lidaria, por exemplo, com um Congresso Nacional tóxico como o nosso?  Qual a experiência de gestão pública que tem esse Luciano Huck que ficou milionário justamente às custas do povo que o plaude quando transforma uma lata velha em um carro semi-novo?

                

 pedro.ribeiro