Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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ACP vira palco de disputa jurídica, política e empresarial

Na ACP, a disputa pela sucessão de Camilo Turmina, sai do debate interno de interesse da entidade e vira disputa de interesses e poder.

Pedro Ribeiro - 10 de junho de 2022, 19:55

Foto/Internet/Youtube
Foto/Internet/Youtube

 

O que o empresário lojista, Camilo Turmina, atual presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), teria feito para, em pouco menos de três anos de mandato, desagradar aos ex-presidentes da entidade ao ponto de, alguns deles, manifestarem intenção em disputar a eleição?

Pelo que se sabe, Turmina assumiu o comando da ACP e tem administrado a entidade de forma monocrática, sem se impor com a opinião dos ex-dirigentes, dos membros dos conselhos deliberativo e administrativa e de seus próprios diretores.

O presidente da ACP disse que está sendo massacrado pelos ex-presidentes porque não permitiu que a entidade se transforme em “instrumento jurídico” em defesa única e exclusiva da instalação do STF 6 em Curitiba. Portanto, sem interesse dos empresários do comércio.

“Estamos montando uma chapa lojista e o nosso candidato trabalha no comércio, com o umbigo no balcão, e não em sofisticados escritórios de advocacia”, pontuou Turmina.

Um grupo de empresários formado por ex-presidentes e vice-presidentes está montando uma chapa para disputar a eleição contra o candidato Gilberto Degerone, indicado por Camilo Turmina. A surpresa do grupo é a de que Degerone tem apenas três anos como associado da ACP.

Também acusam Turmina de ter transformado a entidade, que sempre se pautou pelos assuntos de defesa do empresariado do comércio de Curitiba, em instrumento político. Isto teria acontecido após seu grito em defesa do impeachment do prefeito Rafael Greca, devido à pandemia.

Turmina disse que apenas faz as coisas simples dentro da ACP e que elas estão funcionando como, por exemplo, lutar em defesa dos lojistas e dobrar o capital da entidade.