Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
Compartilhar

Agora são as forças armadas que estão na UTI

A principal manchete do jornal Estadão desta segunda-feira, dia 14 de agosto, é assustadora do ponto de vista da seguran..

Pedro Ribeiro - 14 de agosto de 2017, 09:03

A principal manchete do jornal Estadão desta segunda-feira, dia 14 de agosto, é assustadora do ponto de vista da segurança pública que se desloca para o Rio de Janeiro, hoje, de cidade maravilhosa à terra de ninguém. Segundo o jornal paulista, as Forças Armadas pressionam pela recomposição no Orçamento, que nos últimos cinco anos sofreu redução de 44,5%. De 2012 para cá, os chamados recursos “discricionários” caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Os valores não incluem gastos obrigatórios com alimentação, salários e saúde dos militares.

De acordo com informações do comando das Forças, neste ano, houve um contingenciamento de 40%, e o recurso só é suficiente para cobrir os gastos até setembro. Se não houver liberação de mais verba, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”.

A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército, responsável por monitorar o uso de explosivos, está sendo atingida. Perdeu parte da capacidade operacional para impedir o acesso a dinamites por facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho, que roubam bancos e caixas eletrônicos.pedro.ribeiro