Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Ao sinal de greve, governo sinaliza com auxílio gás e ajuda a caminhoneiros

Caminhoneiros autônomos sinalizam com paralisação devido aos aumentos nos preços do diesel. Governo sinaliza com auxílio.

Pedro Ribeiro - 22 de junho de 2022, 07:53

Foto/Brasildotrecho.com
Foto/Brasildotrecho.com

A famoso caminhoneiro autônomo, conhecido por Ramirez, um dos líderes do movimento de paralisação da categoria realizado em 2028, volta a ameaçar com nova greve no país, a partir do dia sete de julho. Bolsonarista, Ramirez é candidato a deputado federal. Vai usar o reajuste do óleo diesel como motivo para a paralisação.

Nesta terça-feira, em Brasília, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que o governo sinalizou estar disposto a ampliar o auxílio gás ou até mesmo criar o chamado “voucher” a caminhoneiros.

Os dois temas seriam incluídos no texto da chamada PEC dos Combustíveis, em que a União disporá de R$ 29,6 bilhões de reais para compensar Estados que aderirem à isenção tributária do GLP e do diesel, e ainda àqueles que reduzirem alíquotas do etanol.

“Há essa intenção por parte do governo, além da excepcionalização do teto para atingir o ICMS desses combustíveis, se ter alguma política direcionada a esses setores”, disse o presidente do Senado, segundo a Istoé Independente.

Enquanto isso, o líder do governo na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros (PP) disse que a CPI do Preço dos Combustíveis propõe investigar política de preços, sonegação e modelo tributário.

A base aliada do presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nesta terça-feira (21), o requerimento de abertura da CPI do Preço dos Combustíveis. O plano de trabalho prevê a apuração em relação à definição da política de preços dos combustíveis no país.

Segundo Barros, a CPI dos preços dos combustíveis investigará o impacto nos preços pelo endividamento da Petrobras, modelo tributário, sonegação fiscal e benefícios corporativos. “Isso além do modelo de gestão. Será esclarecedor para o consumidor, que é o acionista majoritário da Petrobras”, afirmou Barros.

Ao portal UOL, o deputado esclareceu não se tratar apenas de uma CPI para investigar a Petrobras em si: será algo mais amplo, disse. “A CPI não é da Petrobras, é do preço dos combustíveis. Ela vai averiguar tributação, sonegação, governança da Petrobras e todos fatores que afetam o preço dos combustíveis no Brasil”, reforçou o líder do Governo Federal na Câmara.

O novo Conselho e a nova diretoria vão revisar a política de preços da Petrobras, comentou Barros. “Para isso estão sendo nomeados. O presidente Bolsonaro já deu comando à nova diretoria para rever o modelo de preços da Petrobras, que precisa aplicar o lucro que tem para compensar preços internos. Se não, não precisa ser estatal”.

A CPI do Preço dos Combustíveis visa, dentre outros fatores, arrefecer o preço dos combustíveis que chega ao consumidor e, consequentemente, baratear os custos no setor de transportes, essencial para todos os outros setores da sociedade brasileira.