Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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As pérolas de Dalmares e os porta-vozes trapalhões do governo Bolsonaro

  Eduardo Bolsonaro dando pitacos na área da educação, tentando mostrar como um professor deve ensinar ..

Pedro Ribeiro - 06 de janeiro de 2019, 13:17

 

 

Eduardo Bolsonaro dando pitacos na área da educação, tentando mostrar como um professor deve ensinar seus alunos, Dalmaris Alves recordando os tempos em que viu Jesus trepado no pé da Goiabeira, menino veste azul e menina rosa e Joice Hasselmann falando pelos cotovelos como se fosse a porta-voz da Presidência da República e a mais brilhantes das jornalistas e parlamentares, tem tudo para dar errado. Pelo menos na área da comunicação. Seria interessante Bolsonaro ou alguém mais intelectualizado  da cúpula governamental colocar um basta nisso. Mordaça mesmo, senão vamos ter que reconhecer o que disse um jornalista alemão:  o anti-intelectualismo no Brasil.

A excitação toda, a qual parece estar acometida a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Dalmares Alves quando fala sobre assuntos de sexualidade e da polêmica questão da chamada Ideologia de Gênero, faz com que essas questões adquiram cada vez mais contornos de irracionalidade.

A ex-assessora de gabinete do ex-senador Magno Malta, transformada agora em ministra não tem demonstrado o bom senso, serenidade e cautela quando fala sobre estes assuntos e acirra ainda mais os ânimos de quem, por uma razão ou outra, já tem posição formada de oposição ao novo governo. Dá a impressão de fato, que em alguns momentos ela transcende para o delírio.

A ministra já é motivos de chacotas impiedosas e virou memes na internet desde quando se divulgou aquele vídeo em que revela ter visto Jesus trepado e pé de goiabeira em sua  infância sofrida quando diz ter sido abusada sexualmente por um pastor. Mas, lamentavelmente, ela não deixa de contribuir diariamente para que sua credibilidade vá se perdendo pelo caminho em toda a oportunidade que tem para se manifestar com sua ansiedade e espécie de êxtase em que se encontra.

Agora a polêmica recente por ela criada é a de menino que deve vestir azul e menina vestir rosa. Deixa a sensação que fugiu da casinha  e desgasta o próprio governo recém empossado.

Com todo o respeito pessoal à ministra e a sua confissão de fé sobre gênero, mas parece haver um deslocamento de tempo e espaço em seu comportamento e no que ela tem expressado de forma veemente e ansiosa. A questão da sexualidade sempre esteve presente na cultura e na religião dos povos desde tempos remotos, deve por isso mesmo ser abordada dentro de sua interpretação antropológica ainda que  se tenha restrições e se conteste a política distorcida e muito questionável de ideologia de gênero como se tentou por em prática em governos anteriores.

Na antiguidade – leio sempre Universo e Humanidade - era muito comum e fazia parte da cultura de vários povos o culto á sexualidade e a símbolos fálicos porque representavam deuses da fertilidade e da felicidade, e eram até usados como pingentes. Somente com a cultura judaico-cristã, essa prática foi se extinguindo.

Do período neolítico – idade da pedra - quando os homens descobriram qual era seu papel na concepção, até o cristianismo se espalhar pela Europa, quase todas as culturas tinham deuses com notórios e exagerados órgãos reprodutores masculinos.

No próprio Museu Nacional tragicamente transformado em cinzas recentemente pela gloriosa incompetência da reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, nas mãos do Psol, havia uma coleção de artefatos do gênero. O fogo chegou,  se alastrou, e consumiu a coleção, antes de Dalmares Alves se tornar furiosa ministra

Apenas para ilustrar, em Pompeia, na Itália, o turista ainda encontra incrustradas em paredes de muitas das ruinas históricas da cidade, destruída pelas lavas e cinzas do Vesúvio, em agosto do ano 79 da nossa era,  vários objetos fálicos masculinos.

É bom que a ministra saiba que a cidade desapareceu por conta da erupção  do Vesúvio, foi um fenômeno natural geológico, que ela não tome como verdade ter sido obra da fúria dos deuses.

Nestes dias mais recentes, quem assumiu o protagonismo foi a ministra Dalmares Alves