Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Balada e panelada a céu aberto na prefeitura

 Empresários do setor de bares, restaurantes, turismo e entretenimentos, estão abrindo guerra contra o prefe..

Pedro Ribeiro - 11 de abril de 2018, 15:17

 

Empresários do setor de bares, restaurantes, turismo e entretenimentos, estão abrindo guerra contra o prefeito de Curitiba, Rafael Greca. Dia dois de maio, a partir das 14 horas, os funcionários da Prefeitura Municipal, dos prédios da região, bem como a população que circula pelo Centro Cívico da capital, terão um show especial: balada e panelada a céu aberto em frente ao Palácio 29 de Março.

O maestro do evento é o empresário Fábio Aguayo, presidente da Abrabar e sindicato das categorias. O motivo do protesto é o descaso do prefeito com os empresários em relação à liberação de alvarás de funcionamento. “Com sangue nos olhos, o prefeito está nocauteando nosso setor, responsável por 150 mil empregos na capital”, critica o empresário e sindicalista.

Hoje, segundo ele, são perto de três mil alvarás travadas por mês em função das exigências “descabidas e absurdas” da Prefeitura de Curitiba, disse. Ao mesmo tempo em que despreza e prejudica nossos segmentos, o prefeito concede o funcionamento, por exemplo, da Igreja Universal, sem a exigência do alvará, numa demonstração de perseguição política, critica.

Greca, segundo Aguayo, disse, durante sua campanha, que “se você não sabe fazer, eu faço. Sim, o que ele fez foi aumentar impostos, tirar benefícios de servidores e não trouxe qualquer eficiência ao serviço público”. Os empresários querem a valorização do empreendedorismo da capital, com a reversão da lógica de concessão de alvarás.

O prefeito Greca foi protagonista, recentemente, do fechamento do Bar James, localizado na Avenida Vicente Machado, coincidentemente, próximo à casa do prefeito. Procuram pelo em ovo e, como nada acharam, fecharam o estabelecimento justificando falta de alvarás de “construção” e não de funcionamento. “Esta ação foi mais uma perseguição política do prefeito que impediu o funcionamento de um estabelecimento comercial, que gera emprego e tributos, apenas porque ficava próximo ao seu apartamento. Portanto, não há critério e não existe bom-senso na questão”, observou o empresário.