Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Beto Richa, após guilhotina, pode ser o deputado federal mais votado

Beto Richa, pré-candidato a deputado federal, faz um desabafo em entrevista ao deputado Galo, na Rádio Cidade e promete ser um parlamentar com voz ao Paraná.

Pedro Ribeiro - 31 de maio de 2022, 14:46

Foto/Divulgação PP
Foto/Divulgação PP

Em entrevista ao comunicador e deputado Galo, na Rádio Cidade, Beto Richa faz um desabafo e promete, se eleito, ser uma das vozes do Congresso Nacional em defesa do Paraná.

Em abril de 2018, o engenheiro e governador do Paraná, Beto Richa, deixou o Palácio Iguaçu para concorrer a uma vaga no Senado Federal. Em janeiro de 2019, foi denunciado pela Lava Jato e 30 dias depois virou réu sendo, inclusive, preso.

O jovem e promissor político foi, primeiro, atirado aos braços dos famigerados leões da Justiça e, depois, jogado no fundo do poço. Se transformou na “Geni” e vítima de uma guilhotina que praticamente dizimou sua família. Richa iniciou uma longa batalha jurídica e, hoje, passados três anos, volta à política como pré-candidato a Deputado Federal.

“Quero retomar minha travessia na vida política, inspirada no meu pai, José Richa, e ser uma das vozes no Congresso Nacional. A exemplo da minha gestão como governador do Paraná, quero, novamente, contribuir com cada município do meu Estado. Quero discutir pautas nacionais e estar presente nas votações que traçam o destino do país como, por exemplo, a questão da economia, do desemprego, da inflação e da fome”, disse o ex-governador e pré-candidato a deputado federal em entrevista nesta terça-feira, 31, ao comunicador e deputado estadual, Galo, na Rádio Cidade.

Beto Richa fez um longo desabafo sobre os intensos dias em que foi acusado de corrupção e novamente lamentou a “covardia que fizeram com sua esposa, Fernanda Richa. Até mesmo meu adversário político, Roberto Requião, comentou que o que fizeram para minha família foi uma canalhice. Sofremos, mas estamos em pé. Por isso reafirmo que não tive amigos, mas apenas aqueles que queriam estar junto ao poder. Passei, de ex-prefeito da capital paranaense como o mais popular do Brasil, de governador que, efetivamente, realizou obras e prestou serviços à população, como um leproso. Foi difícil”, disse.

O entrevistador Galo fez várias perguntas ao pré-candidato à Câmara Federal que respondeu a todas. Com vários recortes de jornais, tabelas e uma longa lista de obras que realizou em seu governo, em mãos, foi mostrando e confirmando seu trabalho como governador do Estado.

“Nós equipamos os órgãos de segurança pública, comprando helicóptero e prestando apoio aos paranaenses. Nós demos a maior atenção possível à área da saúde. Em Curitiba, por exemplo, as Unidades de Saúde estavam sem medicamentos e nós compramos e doamos à prefeitura. Realizamos obras em todos os municípios e nunca discriminei um prefeito por questão ideológica”, comentou.

Sobre obras, Beto Richa destacou algumas como a duplicação da Avenida João Leopoldo Jacomel, ligando Curitiba, Pinhais e Piraquara, Rodovia da Uva, Rodovia dos Minérios, que beneficiou sete municípios, Irati a São Mateus, Coronel Domingos Soares, Mato Rico a Pitanga, projeto e dinheiro (do Banco do Brasil) para a ponte de Guaratuba, trecho Sul da Linha Verde, entre outras.

“Nada caiu do céu. Trabalhamos para deixar um Paraná melhor. Quando deixei o governo, havia 6 bilhões em caixa e dezenas de obras licitadas e ou em andamento. Só em Curitiba, destinamos, a fundo perdido, R$ 600 milhões para asfaltamento de mais de cem quilômetros de ruas”, disse Richa.